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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

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Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

Restaurante L'and Vineyards, 1 estrela Michelin (2ª visita)

 

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Depois de uma ótima experiência no final do ano passado no restaurante do L'and Vineyards, um wine resort em Montemor-o-Novo, pertencente aos Small Luxury Hotels of the World, e detentor da única estrela Michelin no Alentejo, cuja análise completa podem ler aqui, decidimos regressar para atestar se a qualidade demonstrada da primeira vez se mantinha. E qual foi a conclusão?

 

Passemos primeiro pelos pratos.

 

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Couvert €6 - Azeite biológico de baixa acidez, paio de porco alentejano, salada de três pimentos e queijo de ovelha amanteigado. Para acompanhar quatro variedades de pão - alfarroba, sementes, rústico e bolo do caco.

 

Apesar de se tratar de um bom couvert, há uns "problemas" que se mantêm. O pão, apresentado à mesa apenas por uma vez, não é suficiente para acompanhar o couvert, uma vez que os quatro elementos são, em princípio, degustados com pão, e a salada de pimentos continua a não convencer, o que é pena. 

 

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Sopa de peixe da costa vicentina com lagostim braseado e croquete cremoso de ostra €18,50 - talvez tenha sido problema meu, mas não consegui descortinar o sabor da ostra no croquete... Quanto ao resto, sopa de sabor rico e lagostim no ponto. Muito agradável.

 

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Vieira e cogumelo silvestre da estação num “À Brás” trufado com tosta fina de pão Alentejano €19,50 - A mesma entrada comida da última vez, e as mesmas emoções, pelo que reproduzo as minhas palavras: A vieira estava no ponto e os cogumelos e "à Brás" estava muito bom. Suave, delicado, trazendo as memórias do tradicional "à Brás", com o toque delicioso dos cogumelos. O crocante da tosta, e o apontamento da tinta de choco, completaram na perfeição este prato.

 

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Salmonete de Setúbal com açorda de berbigão, lulas salteadas e caldo de caldeirada com salada crocante €29,50 - Salmonete perfeito, tal como a açordam mas uma maior dose de açorda (sem exagero, claro), seria aconselhável.

 

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Arroz de Polvo com bivalves da costa alentejana €28,20 - O sabor do arroz de polvo "tradicional", enriquecido pelos bivalves da costa alentejana, juntamente com crocante, conquistou. Muito bom.

 

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Lombo de vaca maturada com duxelle de cogumelos, alface romana grelhada e gnocchis de batata com toucinho fumado e jus do assado - €29,40 - Desta vez o ponto da carne veio perfeito, o que combinado com uma duxelle de cogumelos deliciosa, alface grelhada impecável e maravilhosos "gnocchis", faz deste um prato vencedor.

 

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Cachaço de porco preto montanheiro, guacamole, batata e uma sinfonia de legumes jovens - €29,70 - O ponto alto foi o cachaço, que era verdadeiramente delicioso, mas os outros elementos conseguiram estar à altura.

 

Antes da sobremesa, houve tempo para uma "pré-sobremesa", oferta do Chef - Leite creme de fava tonka com coulis de frutos vermelhos - Muito agradável.

 

Passando para o campo das sobremesas, infelizmente nenhuma deslumbrou. A apresentação é impecável, como todos os pratos de Laffan, mas os sabores, bons, não eram extraordinários. Nota mesmo assim mais positiva para a delícia de morangos.

 

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Brownie de caramelo e flor de sal, calda de chocolate branco e manjericão e um sorbet de Yuzu  €11,50 - A palavra "brownie" devia vir assim, entre aspas...

 

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Duo de cenoura sobre terra de pistacho com espuma de açafrão e gengibre e gelado de mel €11,70 - Não posso deixar de comentar a espuma de açafrão, que sabia, simplesmente, a água com um leve sabor a açafrão. Ora se era isto o pretendido (espero que tenha sido um erro), então considero que este elemento falhou redondamente.

 

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Delicia de morangos sobre biscoitos de amareto e sorbet de ruibardo €11,50

 

Em jeito de conclusão, tenho de ser totalmente honesto e confessar que fiquei ligeiramente desiludido. O espaço é impecável, e ir ao L'and é, e acredito que continuará a ser, uma excelente opção. Mas existe melhor, e perante isso, a vontade de regressar deixa de ser tão grande.

 

O serviço é simpático e atencioso, mas fraco (principalmente face à estrela), sem especial cuidado com a forma como os pratos são servidos e com trocas nos mesmos (apesar do restaurante estar vazio), para além de ser demorado.

 

E os pratos são bons, é certo, e muitíssimo bem apresentados. Mas isso não é tudo. Tem de haver um factor "uau", e isso nem sempre acontece, ou até acontece o inverso, como se verificou com as sobremesas. 

 

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Perante tudo isto, segue a minha nota:

Pontuação de 0 a 10

Cozinha (50%) - 8

Serviço (25%) - 7

Ambiente (25%) - 8

Pontuação final - 7,75

Casa de sonho no Chile

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Sam Smith - Lay Me Down

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Não me canso desta música. A voz de Sam Smith é divinal e a letra é linda... Para quem ainda não prestou atenção, vale a pena ler (e ouvir).

 

 Yes, I do, I believe
That one day I will be
Where I was right there
Right next to you

And it's hard
The days just seem so dark
The moon and the stars
Are nothing without you

Your touch, your skin
Where do I begin?
No words can explain
The way I'm missing you

Deny this emptiness
This hole that I'm inside
These tears
They tell their own story

Told me not to cry when you were gone
But the feeling's overwhelming, it's much too strong

Can I lay by your side?
Next to you, you
And make sure you're alright
I'll take care of you
I don't want to be here if I can't be with you tonight

I'm reaching out to you
Can you hear my call?
This hurt that I've been through
I'm missing you, missing you like crazy

Can I lay by your side?
Next to you, you
And make sure you're alright
I'll take care of you
I don't want to be here if I can't be with you tonight

Lay me down tonight
Lay me by your side
Lay me down tonight
Lay me by your side
Can I lay by your side?
Next to you
You

 

 

Windows 10? Não obrigado!!

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Foi com alguma curiosidade que aguardei pela "autorização" para atualizar o meu Windows para a sua nova versão - Windows 10. As promessas eram muitas e um novo software é sempre algo desejado, face à possibilidade de inovações e melhorias. Correto?

 

Errado!

 

Durante uma semana o Windows 10 portou-se bem, apesar da tremenda deceção que foi para mim. Inovações? 0. Melhorias? 0. Facilidade na utilização? -100!

 

Bom, nem tudo era mau, até esta semana o meu software ter começado a deixar de funcionar progressivamente. E aí, de mau tudo passou a péssimo. Sem internet, com o pc a bloquear constantemente e sem impressora, não dava para continuar.

 

Felizmente, dá para voltar atrás no tempo e regressar ao, bem mais fiável, Windows 7 ou 8.1 (saibam mais aqui), e, uns segundos depois da mudança, já tudo estava bem e funcionava bem.

 

Parabéns Windows pelo novo software, mas não contem comigo para o usar!

Se for bebé, não conduza à noite com óculos de sol

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Há uns dias comprei uns óculos de sol na H&M, tamanho 0, para o meu filho de 2 meses, que traziam as seguintes instruções:

 

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Para o caso de não se ler bem, reproduzo a parte mais relevante:

"Não usar como proteção ocular contra perigos de impacto mecânico. Não são adequados para a condução à noite ou em condições de fraca luminosidade"

 

Eu percebo que seja difícil para um bebé de meses resistir à tentação de usar óculos de sol para proteger de perigos de impacto mecânico. E também entendo que seja difícil para um bebé não usar óculos quando conduz à noite, depois do trabalho ou de uma festa.

 

O que eu já não entendo, é como é que se pode utilizar a mesma minuta para todos os tipos de óculos de sol. Custa assim tanto modificar o texto de acordo com o público a que se destina cada tipo de óculos? Parece que sim.

 

Por cautela, já expliquei ao meu filho o que é que ele não pode fazer com os óculos. Tive que ser eu, porque ele não sabe ler. Mas sabe conduzir! É um bebé muito avançado para a idade!

Uma incrível confissão de bullying na cozinha de alto nível

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Hoje partilho um corajoso e surpreendente artigo de René Redzepi, um dos melhores Chefs do mundo e responsável e proprietário do Noma, atual terceiro melhor restaurante do mundo, de acordo com a lista do The World 50 Best Restaurants. O artigo foi publicado na última edição da revista Lucky Peach. Podem ler o original aqui, sendo que a tradução que se segue foi feita por mim.

 

Por René Redzepi, a 18 de agosto de 2015

 

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Fantasias de uma cozinha mais feliz

 

Comecei a cozinhar numa altura em que era normal ver os meus colegas cozinheiros a levar estalos na cara porque cometeram pequenos erros, ver pratos a voar pela cozinha, caindo em cima de quem estava a fazer o seu trabalho de forma muito lenta. Não era invulgar para mim ser chamado de estúpido inútil (worthless cunt) ou pior. Não era raro ir buscar uma panela e verificar que alguém tinha queimado a pega e posto a panela na minha estação só para me tramar.

 

Eu vi chefs - meus e outros - a fazer uso do bullying e humilhação para arrancar resultados dos seus cozinheiros. E eu pensava: Porque é que isso é necessário? Eu nunca serei assim.

 

Porém, tornei-me chef. E tive o meu próprio restaurante, com o meu dinheiro investido, com o peso de todas as expectativas do mundo. E em poucos meses comecei a sentir algo a mexer dentro de mim. Eu conseguia sentir algo a borbulhar, borbulhar, borbulhar. E um dia a tampa saltou. As mais pequenas transgressões levavam-me para um estado de absoluta raiva: Porque é que não picaste o tomilho corretamente? Porque é que cozinhaste demais o peixe? O que é que se passa contigo? De repente ficava maluco com qualquer erro ou pequena coisa que dissessem de forma errada.

 

Era assim que tinha sido ensinado a cozinhar, e era a única forma que conhecia de passar uma mensagem. Não posso dizer que não funcionou durante um tempo. O Noma tinha superado tudo aquilo que tinha imaginado.

 

Ao mesmo tempo, a profissão de cozinheiro transformou-se em algo de extraordinário. O nível de respeito que a cozinha e cozinheiros recebem é realmente espantoso. O ato de cozinhar atrai as pessoas para o nosso mundo e profissão: elas querem transformar ingredientes, querem saber como é bom fazer uma omeleta ou fazer um crème brûlée corretamente à primeira.

 

O público espera mais de nós. E as questões começaram a aparecer: Existe lugar para pessoas como eu, que começaram antes desta nova era? O que fazer ao exército francês que treinámos, o regimento que ainda seguimos? Como podemos corrigir os gritos e abusos verbais e físicos que instituímos nos nossos cozinheiros mais novos? Como é que desfazemos a cultura de machismo e misoginia nas nossas cozinhas? Podemos ser melhores?

 

Talvez a verdadeira questão seja: Queremos ser melhores?

 

Eu fui um bully durante a maior parte da minha carreira. Gritei e empurrei pessoas. Fui um terrível chef algumas vezes. Por alguma razão, fico especialmente incomodado quando me lembro de uma rapariga da Colômbia que estava a trabalhar para nós e de quem eu realmente gostava. Numa noite, tínhamos recebido convidados muito importantes no restaurante - jornalistas de um sítio de que não me lembro. Dei-lhe indicações e ela disse "Sim, Chef", e depois, quando era a vez dela fazer a tarefa, ela não fez o que lhe disse. Isto acontece. As pessoas dizem "sim", mas depois têm milhares de coisas na cabeça e não prestam atenção.

 

Fiquei completamente maluco. Tirei-a do serviço e gritei-lhe: "Que merda é que estás a fazer? Vai-te embora." Foi um momento mesmo muito mau. Telefonei-lhe a tentar pedir desculpa, mas mesmo depois de falarmos, conseguia sentir que o ar ainda não estava limpo. Mais tarde nessa noite, enquanto caminhava para casa com Christian Puglisi, que era o sous chef na altura, ele virou-se para mim e disse, "Eu tenho o dever de dizer-lhe, Chef, que pisou a linha. É meu dever dizer-lhe isso."

 

Foi como um murro no estômago ouvir aquilo vindo do meu sous chef - o meu aliado mais próximo, alguém que era meu amigo e seguia a minha liderança todo o tempo. Fui para casa e fiquei acordado metade da noite a pensar naquilo. Eu queria mesmo ter trabalhado com aquela cozinheira durante muitos anos, mas ia acabar por assustá-la. E, de uma forma mais simples, eu sentia-me horrível por ser tão cruel com alguém.

 

Aquele momento foi apenas uma parte de uma prolongada revelação. Com o passar do tempo percebi que o meu comportamento estava a magoar parte do meu staff mais antigo - pessoas que amava e com quem gostava de estar - e estava a influenciá-los a agir da mesma forma. Isso não ia ser bom para a minha saúde, família, mulher e filhas. Quem é que quer ir trabalhar zangado todos os dias? Eu certamente não queria, principalmente tendo três pequenas filhas. Pensei em que tipo de mundo elas iam crescer. Não era uma questão de género - era uma questão de melhorar o meu comportamento pela saúde das minhas filhas.

 

Tem sido uma evolução lenta - por vezes demasiado lenta. Há coisas que pode querer fazer que vão demorar muito tempo a implementar. Talvez porque não há dinheiro, ou porque está a combater contra o impulso. Mas pela primeira vez na minha carreira, comecei a acreditar na ideia de implementar um espírito mais humano e respeitador no restaurante.

 

Não estou a falar em eliminar da cozinha a disciplina ou a camaradagem estilo barco de piratas. A cozinha necessita de disciplina, códigos de conduta e uma clara cadeia de comando. Os cozinheiros necessitam de sentir que fazem parte de um grupo em que puxam uns pelos outros. Um restaurante necessita de organização e controlo de qualidade. E quando as pessoas se sentem mais confiantes, as pessoas cozinham melhor. Fazem melhores decisões em momentos críticos, e é isso que é cozinhar. Precisa de mais um pouco de sal? Um pouco menos? É esta a diferença entre sucesso e fracasso.

 

A pressão vai sempre estar lá. Haverá sempre competição e adrenalina. Mas a forma como nos comportamos nesses momentos é crucial. Não podemos tirar a pressão do serviço, o que precisamos é de descobrir ferramentas para lidar melhor com ela.

 

Por vezes eu ainda junto pessoas à minha volta e grito com elas quando tenho de acordá-las do transe em que se encontram. Mas existe uma diferença entre ofender pessoas individualmente e falar com a equipa como um todo. É como ser um treinador num intervalo num jogo de futebol. Estão todos ao mesmo nível. Analisa-se a situação e anda-se para a frente.

 

Eu digo aos meus chefs que sou a única pessoa que alguma vez pode gritar. Não quero que mais ninguém fique maluco. Não quero pessoas a chamar nomes aos outros. Deixámos ir embora muitas pessoas talentosas porque tinham má atitude ou não eram respeitadoras. Pusemos um ênfase propositado em tornar o ambiente mais simpático para as mulheres, por isso não fazemos piadas obscenas e pornográficas todo o dia. Não se trata de perder o sentido de humor; trata-se de ser mais inteligente em todas as coisas e deixar o humor fluir.

 

As mais pequenas mudanças também resultaram connosco. Passar música na cozinha, por exemplo. E refeições a sério para o staff, onde nos sentamos e comemos em conjunto. Tivemos de mudar a nossa hora de abertura das seis para as sete para permitir uma hora de jantar, mas valeu a pena. Tenho comido há demasiado tempo de caixas de plástico, de pé junto à minha estação, e não quero que os meus cozinheiros se habituem ao mesmo.

 

Talvez a mudança comece na escola. O ensino para ser chef está desatualizado. Aparece-se na escola, eles dão um manual e trata-se esse manual como a Bíblia. Já vi o manual da CIA (Culinary Institute of America) e lembro-me de o ver aqui em Copenhaga. Necessitamos de mais manuais, e um deles dedicado à forma como se tratam os clientes, empregados, cozinheiros e produtores - um manual sobre a interação básica entre humanos.

 

Neste momento deve estar a pensar, Está bem, René, para ti é tudo fácil de dizer, mas as coisas são diferentes de onde venho. Se quiser dar um murro na máquina de lavar pratos e dizer que ele é um burro, é porque é isso que tem de acontecer. Não sabes o que funciona em cada sítio.

 

E tem razão. Nós não temos tanta pressão financeira aqui em Copenhaga como pode haver em Nova Iorque ou Londres. Tudo bem. Vamos então pensar nisso em termos de linha de fundo.

 

É possível que a antiga atitude tenha resultado até agora. Mas, a longo termo, as pessoas vão explodir. Existe uma razão para atualmente as pessoas terem dificuldade em encontrar cozinheiros. A nossa indústria está cheia de jovens. Ao envelhecer, deixarão o trabalho porque só aguentam os abusos enquanto são jovens e fortes. Quantos dos nossos cozinheiros é que têm trinta e dois, trinta e três, trinta e quatro anos? Talvez o chef executivo e o sous chef, mas só esses. Estamos a caminho de estragar tudo se não começarmos a ser melhores no que fazemos.

 

Eu quero que as coisas mudem para o bem da profissão. Quando começámos a mudar a cultura no Noma, fizemos pelo bem da nossa própria felicidade. Não estava à espera que isso também transformasse o Noma num melhor restaurante. Mas isso aconteceu. Funcionou connosco. Eu genuinamente vejo a melhoria na moral do staff, na satisfação dos nossos clientes e na qualidade da nossa criatividade e trabalho.

 

Já tive membros do staff que se aproximaram de mim e disseram, "Não sinto que seja severo o suficiente. Gostava que voltasse a ser como era há sete anos." Por vezes, quando vejo alguém a trabalhar no meio da confusão, de uma forma desorganizada, ou a trabalhar sem pensar, tenho de parar para não regressar às minhas antigas táticas. É a cruz da nossa situação atual - a escolha que temos: cozinhar conseguiu afastar a Idade das Trevas. As oportunidades para os cozinheiros serem líderes ativos num ambiente social são reais e sem precedentes na nossa profissão.

 

Mas a única forma de podermos colher as promessas do presente é confrontando os desagradáveis legados do nosso passado, e, em conjunto, criar um novo caminho para a frente.

Quer ir a Marte? É gratuito!

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Sempre quis ir ao espaço? Quando era criança sonhava em ser astronauta? Ainda sonha?

 

Pois então não se preocupe mais. Só entre nós, já pode ir ao espaço. É fácil, rápido e gratuito.

 

Bem... Não vai propriamente ao espaço, mas vai o seu nome. Já é bom, não é? Livra-se das chatices da gravidade zero, dos perigos de sair do quentinho da Terra, mas garante que o seu nome vai viajar. Por muitos quilómetros. Mais propriamente, até Marte.

 

Pode saber mais aqui, mas no fundo trata-se de uma oportunidade que a NASA concede de ter o seu nome escrito num microchip de silício, que irá dentro de um veículo espacial com destino a Marte.

 

O Só entre nós já inscreveu o seu nome. Não perca esta oportunidade e seja rápido. O prazo termina a 8 de setembro.

 

Boas viagens espaciais!

Restaurante The Mix, Farol Hotel, Cascais

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Existem restaurantes que nos supreendem tanto pela positiva, que, uns dias depois, chegamos a pensar se terá mesmo sido assim tão bom. No caso do The Mix, restaurante do Farol Hotel, em Cascais, e mesmo depois de algumas semanas, continuo com a mesma sensação de extrema surpresa.

 

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E porquê? Porque é um restaurante lindo, muito bem decorado, com um serviço ao mais alto nível, uma vista de fazer chorar (e não querer levantar) e pratos extraordinários. Muito bem confecionados e deliciosos. Deixei-vos com vontade de experimentar, ou é preciso elogiar mais? É que não faltam elogios!

 

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Couvert €4,00 - Boas manteigas, azeite de qualidade e excelente variedade (e qualidade) de pão. Com ainda a vantagem de que vieram diversas vezes à mesa para repor o pão.

 

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Trouxas de espinafre e mascarpone com frutos secos e presunto, vinagrete de tomate e balsâmico €11,00

 

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Carpaccio de bacalhau, húmus, salada de agrião, rabanete e pesto de coentros €13,00

 

Se ambas as entradas estavam deliciosas, os pratos não ficaram atrás. Muito pelo contrário.

 

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Perna de pato braseada em aromas cítricos, manga picante, cogumelos do bosque e legumes agridoces crocantes €23,00 - Arrisco-me a dizer que foi o melhor prato de pato que já comi. O pato estava no ponto e a combinação da manga, com os legumes e cogumelos, foi perfeita. 

 

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Bacalhau com broa, abóbora e amêndoa salteada €24,00 - Muitas vezes, nos pratos de bacalhau, o herói acaba por ser outro ingrediente, mas aqui não. O herói do prato foi o bacalhau que estava absolutamente perfeito. A lascar como deve ser e a trazer as memórias do maravilhoso bacalhau servido no Largo. 

 

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Para o fim estavam guardadas duas sobremesas, sugeridas pelo empregado da mesa:

 

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Chocolate, caramelo e banana €8,00

 

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Crocante de doce de leite com sorbet de framboesa e cassis €8,00

 

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A sugestão foi certeira, com duas sobremesas a roçar a perfeição, o que, infelizmente, nem sempre acontece.

 

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Por falar em empregado da mesa, destaque especial para o serviço, que é do mais atencioso possível. Único senão - o tempo de espera. 45 minutos de espera pelas entradas, quando o restaurante estava praticamente vazio, é mau. Mesmo que estejam constantemente a repor o couvert.

 

Por fim, não podia deixar de mencionar a vista mar que, só por si, já justifica a ida ao The Mix. Maravilhosa.

 

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Parabéns ao Chef Hugo Silva pelo trabalho e a toda a sua equipa.

 

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Pontuação de 0 a 10

Cozinha (50%) - 9

Serviço (25%) - 8,5

Ambiente (25%) - 10

Pontuação final - 9,125

Apartamento recuperado no Eixample, Barcelona

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Uma obra de arte arquitetónica, no magnífico bairro do Eixample em Barcelona. São prédios lindos por fora e por dentro. Para mim, viver aqui seria um privilégio sob todos os os aspetos. Pode ser que um dia me saia o Euromilhões...

 

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Fonte

300 mil visitas

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Quando a 27 de maio agradeci aqui no blog pelas 200 mil visitas, nunca pensei voltar a agradecer pelas 300 mil menos de 3 meses depois.

 

Ter um blog é fácil, mas mantê-lo é muito difícil. Principalmente quando se tem como objetivo ter um post novo todos os dias, incluindo fins de semana, que não sejam meras frases ou fotografias, e quando se tem um trabalho a tempo inteiro mais a família. Ainda mais difícil quando se tem um bebé de dois meses em casa, que nos ocupa todo o tempo livre (e mais algum).

 

Mas o gosto de partilhar pensamentos, opiniões, notícias, fotografias, receitas, viagens (e muito mais) e de receber o vosso feedback, faz com que haja sempre um bocado para escrever umas linhas.

 

Mais uma vez agradeço a vocês, que estão aí a ler os nossos posts. Aos que por aqui passaram por acaso, aos que regressam frequentemente, aos que comentam e aos que se limitam a ler. 

 

Obrigado à minha querida mulher e aos seus (sempre) excelentes posts e um obrigado ao Sapo pela atenção e destaques.

 

Espero que continuemos a merecer as vossas visitas.

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