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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

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Divulgada a 2ª parte da lista dos melhores restaurantes do mundo

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Foi há pouco divulgada a segunda parte da lista dos 100 melhores restaurantes do mundo pelo "The World's 50 best restaurants" e permanecemos com um restaurante entre os melhores do mundo. O Belcanto, de José Avillez, (podem ler aqui sobre a nossa última visita ao restaurante) mantém-se na lista mas desce 7 posições. Passa de 78º para 85º lugar. Não é mau, mas também não é excelente. Como português, admirador do trabalho de José Avillez e em especial do Belcanto, gostava de o ver, pelo menos, a evoluir na lista. Mas já não é mau assim. 

 

Há diversos pormenores a realçar, mas talvez por ter estado há tão pouco tempo no DiverXO, em Madrid, do genial Dabiz Muñoz (podem ler a análise aqui) tenho de referir o "desaparecimento" do DiverXO da lista. Em 2016 estava em 79º lugar (logo a seguir ao Belcanto) e agora não aparece.

 

Só há duas hipóteses. Ou deixou de pertencer ao restrito grupo de 100 melhores do mundo, ou passou para a primeira parte da lista. Se tiver de apostar, aposto tudo nesta segunda parte. Já achava uma injustiça o DiverXO estar atrás do Belcanto (e de outros que apareciam à sua frente) e não compreendia como poderia estar num lugar tão distante do pódio. Por isso agora acredito, e espero, que tenha galgado uns bons lugares e subido aos 50 melhores do mundo. 

 

Alguns pontos.

Negativos:

- O Per Se, em Nova Iorque, continua a descer. Em 2016 estava em 52º e agora em 87º;

- O Fäviken, em Järpen, passa para a segunda parte da tabela (57º lugar);

- O mesmo com Quique Dacosta, em Dénia, que passa para 62º lugar;

- E ainda The Test Kitchen, na Cidade do Cabo, que passa de 22º para 63º lugar...

 

Positivos:

- A (espetacular) entrada do Disfrutar, em Barcelona, para o 55º lugar;

- A entrada do Hisa Franko, em Kobarid, para o 69º lugar;

- O grande número de países representados nesta metade da lista (26).

 

Mas nada melhor do que deixar a lista:

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Já não há paciência...

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Sem querer ofender ninguém ou qualquer associação, mas também sem ser falso: Sou só eu que estou mais do que farto daquelas pessoas que estão na rua a pedir dinheiro e abordam as pessoas de uma das seguintes formas:

Olá meu amigo, como é que vai?

Bom dia jovem!

Olá jovem simpático!

Olá, está um lindo dia, podemos falar?

Vamos passar o seu sorriso para a cara de crianças que precisam? 

Como é que vai a sua família?

Está a chover, mas eu tenho aqui um guarda chuva, não quer vir para aqui e falamos um pouco?

 

A sério? Tudo bem, estão a fazer o que lhes compete e o objetivo não podia ser mais nobre. Ajudar quem mais precisa. E o trabalho deles é extremamente ingrato, porque ninguém pára, muitos fingem não os ver (contra mim falo), às vezes levam com respostas tortas, e têm de passar os dias inteiros a tentar sorrir e falar com quem não quer nada com eles.

 

Mas esta abordagem é horrível e só me afasta ainda mais. Porque é que tentam parecer próximos? Porque é que nos tratam como se fossemos amigos de longa data? Claro que seria pior se fosse ao contrário, e só desta forma é que devem conseguir atrair a atenção de alguns, mas mesmo assim acho horrível...

 

E o facto de perseguirem, literalmente, as pessoas, também é péssimo. Chegam a serguir-nos por longos metros, a passar as estradas para o outro lado... Sempre ao nosso lado e sempre a falar.

 

Enfim, só sei que cada vez tenho menos paciência para os ouvir e já chego a fingir que estou ao telemóvel para conseguir passar por eles. Fica o desabafo...

Eatfish, novo restaurante em Lisboa a não perder

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Eat fish, feels great!

Este é o mote do mais recente restaurante de peixe fresco de Lisboa, localizado numa zona que tem sofrido um enorme upgrade nos últimos tempos - Cais do Sodré (na Travessa de S. Paulo, n.º 11, mesmo ao pé do Mercado da Ribeira).

 

O conceito é simples. Aposta na qualidade da matéria e sua frescura, sem descurar a criatividade. Tudo isto num ambiente muito interessante de cozinha contemporânea, sem esquecer a parte saudável - cada vez mais pensamos no nosso bem estar (ainda bem) e o peixe é, indiscutivelmente, um produto com inúmeros benefícios para a saúde - e os preços acessíveis.

 

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Na ementa do Eatfish (da autoria do Chef Carlos Soares, que já passou pelo Vila Joya e Tartar-ia) podemos encontrar carpaccios, ceviches, tártaros e tatakis. Mas se não apreciam o peixe cru, não se preocupem pois também podem optar pelo peixe grelhado e assado no forno, servidos com dois de cinco acompanhamentos à escolha.

 

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Passando então à refeição, esta começou com um couvert muito interessante. Húmus de grão e beterraba, acompanhados por tostas crocantes. Couvert que foge ao tradicional nos restaurantes portugueses, mas que a meu ver resulta na perfeição com o estilo de refeição servida. 

 

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Para entrada optei por um trio de tártaros - salmão, atum e corvina (€16,50). Dose generosa e absolutamente perfeita. E porquê? Por causa do tempero. Quem gosta de tártaros, carpaccios e outras técnicas semelhantes, sabe que um dos problemas recorrentes é a falta de tempero. Ou o tempero errado, que anula o sabor do peixe. E nada mais desagradável do que ter um peixe que não sabe a nada, ou que só sabe ao tempero. Neste caso, isso não aconteceu. Era possível não só sentir o sabor dos três peixes, como o tempero dos mesmos. Havia um equilíbrio adequado e verdadeiramente no ponto. O sal foi usado na perfeição enquanto "lupa de sabores" e os molhos davam gosto sem se sobreporem.

 

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Para prato principal um tataki de atum (€13,00) que brilhou tanto (ou mais) como o trio de tártaros. Examente a mesma perfeição no tempero. Neste prato optei por um saboroso chutney de coentros como molho e como acompanhamentos legumes assados e puré de batata wasabi.

 

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O atum estava irrepreensível, mas o molho e os acompanhamentos não ficavam atrás. No molho apenas pecou a falta de uma espátula para não desperdiçar uma única gota e os acompanhamentos surpreenderam bastante. Não sou fã de legumes assados e não gosto mesmo de cenouras, mas aqui adorei (!), e o puré de wasabi estava bastante equilibrado. Sentia-se o gosto do wasabi, mas sem que este se tornasse agressivo. Eu, que gosto de wasabi em doses agressivas, gostei bastante deste resultado mais razoável.

 

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Para finalizar, não resisti ao trio de mousses de chocolate (€3,00). E ainda bem que o fiz, porque era uma delícia. Três tipos de chocolate, três pecados - branco, preto e blonde (com um gosto ligeiramente a caramelo) todos da Valrhona. 

 

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A acompanhar toda a refeição, uma boa limonada com hortelã (€1,90). 

 

Antes de terminar, destaque positivo para o simpático e rápido serviço, bem como para o espaço muito bonito e descontraído, com um estilo vintage, da autoria dos arquitetos Pedro Ricciardi, João Regal e Hilária Neto.

 

Obrigado à Tinkle Portugal e ao restaurante Eatfish na pessoa do seu proprietário, o gestor e empresário Vasco Oliveira, pelo simpático convite e pelo ótimo almoço (e companhia). 

 

Nota final: a visita ao restaurante Eatfish foi feita a convite do grupo Tinkle Portugal e do restaurante, porém a presente crítica é 100% imparcial, tal como todas as outras. Quando aceito um convite este não pode acarretar qualquer tipo de contrapartida, restrição ou exigência, de forma a poder manter a imparcialidade que pautam as críticas que faço. 

Fui enganado e dei dinheiro...

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Existe uma mulher com, imagino, vinte e tal anos, que costuma andar pela 5 de outubro em Lisboa a pedir dinheiro a quem passa na rua. Normalmente tem um pequeno papel nas mãos que mostra a todos os que passam. Ou é uma receita, ou a lista de medicamentos que precisa de comprar ou uma lista de coisas para o supermercado.

 

Na semana passada interpelou-me, como já o tinha feito tantas vezes, e mostrou-me uma lista com o que precisava de comprar. Li pão, leite e mais umas coisas básicas. Explicou-me, praticamente a chorar, que eram quatro pessoas em casa, que todos passavam fome, que não tinham dinheiro para comer, não tinham dinheiro para nada, que eram doentes... E eu, um coração mole, acreditei na história, decidi pegar na carteira e dei-lhe 1 euro e meio. Ainda pensei ir ao Pingo Doce, a dois passos de onde estávamos, e comprar-lhe alguma coisa. Mas não tinha muito tempo e, confesso, o comodismo falou mais alto.

 

Um dia depois desta situação, ia a passear numa rua perpendicular à 5 de outubro, e encontrei-a a almoçar na esplanada de um restaurante. Achei estranho. Um dia antes estava a pedir dinheiro para comer e agora estava a comer num restaurante? Se andava a contar o dinheiro daquela forma, o mais normal seria não gastar dinheiro numa refeição completa num restaurante... A não ser que a refeição tivesse sido oferecida por alguma alma caridosa, com pena da sua situação. No entanto, verifiquei para meu grande espanto que ela estava com um smartphone na mão e a falar por vídeo chamada com outra mulher.

 

O meu espanto foi de tal forma que foi por pouco que não deixei cair o que tinha nas mãos ao chão. Espanto, raiva, tristeza...

 

Corrijam-me por favor se estiver enganado, mas uma mulher que diz que tem uma família de 4 pessoas em casa, que afirma não terem dinheiro nem para comprar medicamentos ou comida e que por isso todos passam fome e ainda são doentes, não vai almoçar a um restaurante nem anda com um smartphone a usar dados móveis para fazer vídeo chamadas, pois não?

 

Até é possível que tudo o que ela diz seja verdade, mas também é verdade que o dinheiro que ela recebe todos os dias não tem o destino que ela anuncia...

 

Enfim, fui enganado e aqui fica o aviso para quem sabe de quem estou a falar...

O terror da Rua Augusta

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Sou Lisboeta, adoro Lisboa, adoro passear por Lisboa (algo que tenho a sorte de poder fazer diariamente) e a Baixa está entre os meus bairros preferidos de Lisboa. E talvez seja por tudo isto que me custou tanto passear há dias pela rua Augusta. Não sei se isto que vou descrever acontece todos os dias, mas foi o que presenciei há uns dias, num dia de semana e à hora de almoço.

 

À medida que ia caminhando pela rua, fui interpelado:

- por dezenas de empregados de restaurantes que, fazendo o trabalho que lhes compete, estendiam menus à frente da minha cara, convidando-me a sentar e comer;

- por ciganos que tentavam vender óculos, malas, telemóveis, uns sacos com qualquer coisa estranha lá dentro...;

- por pessoas em segway a tentar vender excursões pela cidade;

- por um homem que insistia que tinha na rua ao lado um tuk tuk e que podia levar-me a Sintra;

- por pessoas de uma associação qualquer que queriam "apenas um minuto" para ajudar alguém;

- por pessoas que pediam desesperadamente por uma moeda para comer/sobreviver;

- por mimos/homens estátua/performers que pediam uma moeda;

- e por uma senhora que queria fazer-me um questionário para qualquer coisa que nem percebi.

 

A juntar a tudo isto, tinha de desviar-me constantemente das centenas de turistas que enchiam a rua e paravam sucessivamente para tirar fotos/selfies e ter atenção aos pombos que rasavam as cabeças de quem por lá andava.

 

Cada um estava a fazer o seu trabalho, nada contra, e é perfeitamente normal que os turistas queiram fotografar tudo (eu faço o mesmo). Mas juntar tudo isto na mesma rua, transforma a agradável experiência de caminhar pela rua Augusta num verdadeiro suplício. 

ATENÇÃO: Ele é gay...

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Frequentemente oiço a meio da conversa "ele é gay", como forma de descrever determinada pessoa. Por exemplo, no âmbito do meu trabalho, informam-me sobre determinado cliente dizendo: "Vais receber um processo de x. Ele é gay." Ou então em conversa com conhecidos: "O não sei das quantas é amigo de x. Que é gay."

 

No fundo, uma pessoa, e sua complexa personalidade, é resumida a uma única palavra - gay. Ele/Ela é gay. Ponto. Mas afinal, o que é que isso quer dizer? O que é que isso interessa?

 

Por vezes dou por mim a pensar no objetivo que as pessoas devem ter para fazer isto:

- será que estão à espera de uma "piadola" parva sobre gays?

- querem que eu me ria infantilmente?

- querem que eu diga "Vade retro Satana"? (afasta-te Satanás, em latim)

- acham que eu também sou homossexual e vamos ser BFF?

- acham que eu também sou homossexual e que ando à procura de parceiro?

- querem que eu vá comprar um escafandro para ver se não fico gay?

- querem que eu o trate mal/que o odeie só porque é gay?

- querem que o trate especialmente bem/que o adore só porque é gay?

- querem apenas alertar-me que estão a falar de um membro de uma tribo rara?

 

Não sei, não entendo, mas lamento... O que é que me interessa saber sobre a orientação sexual de alguém? O que é que nos interessa saber? A todos nós! O que é que isso nos adianta? A não ser que estejamos à procura de alguém para ter uma relação amorosa, porque é que indicam a orientação sexual dos outros?

 

E, já agora, porque é que não dizem: "Ele é heterossexual." Porque é que não passamos todos a acrescentar sempre em todas as frases a orientação sexual?

 

- Hoje conheci uma rapariga bem gira. É heterossexual.

- A sério? Boa para ti, já que também és heterossexual. Eu, enquanto teu amigo, heterossexual, fico muito satisfeito que tu, heterossexual, encontres uma rapariga heterossexual.

- Obrigado. E hoje vou conhecer os pais dela. São os dois heterossexuais. Mas o cão é gay. 

 

A sério, haja paciência para tamanha estupidez. Cada um é como é, ponto final. Não é doença, não é problema, não é uma desvantagem, não é uma vantagem. Eu sou hetero, ele é gay, ele é bi. E então?

 

Deixem os preconceitos de lado, esqueçam as orientações sexuais dos outros, que não interessam para nada, e metam-se na vossa vida.

 

Nota final: eu não estou a defender que ninguém deve falar sobre as orientações sexuais dos outros. Que isso deve ser um tabu. Longe disso. Só não gosto quando parece que avisam que determinada pessoa tem determinada orientação sexual. Ou quando resumem uma pessoa à sua orientação sexual.

DiverXO, 3 estrelas Michelin - Melhor restaurante estrangeiro 2016

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Mais uma categoria nos prémios Só entre nós 2016, desta vez internacional. O prémio para Melhor restaurante estrangeiro em 2016 vai para o inigualável DiverXO, com 3 estrelas Michelin em Madrid. 

 

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Vencedor sem qualquer surpresa, uma vez que o DiverXO conseguiu superar todas as nossas outras experiências gastronómicas, incluindo o El Celler de Can Roca ou a Osteria Francescana. Dabiz Muñoz consegue apresentar uma perfeição surpreendente no seu restaurante e, por isso, o prémio de melhor restaurante estrangeiro em 2016 tinha de ir para o DiverXO.

 

Podem (re)ler a nossa análise completa ao restaurante.

Estou Apaixonado pela minha Mulher

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Conheci-a com 15 anos. Aos 16 apaixonei-me perdidamente e começámos a namorar. Este ano fazemos 16 anos de namoro e 10 anos de casados.

 

Tenho 32 anos, estamos juntos há 16 anos (metade da minha vida) e continuo tremendamente apaixonado. Todos os dias anseio pelo momento em que vou regressar a casa do trabalho e estar com ela. Há momentos bons, há momentos maus. Momentos perfeitos, momentos péssimos. É normal, a vida é assim. Mas a paixão nunca desapareceu ou esmoreceu com o tempo. 

 

Neste dia da Mulher, não podia deixar de dizer que a minha mulher é a Mulher da minha vida. E eu estou apaixonado por ela. Eu vivo apaixonado por ela.

 

Adoro-te e obrigado por tudo!

Eleven, 1 estrela Michelin - Melhor menu executivo 2016

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Continuamos com os prémios Só entre nós 2016. Depois da maior surpresa e maior desilusão, temos o Melhor menu executivo de 2016. E para quem acompanha o blog Só entre nós de certeza que não restam dúvidas. O prémio vai para o Eleven, em Lisboa, detentor de uma estrela Michelin, que consegue a incrível proeza de ter um menu executivo (de segunda a sábado ao almoço) composto por:

Variedade de pães e manteiga

Amuse bouche

Entrada

Prato principal

Sobremesa

Mignardises

 

Por apenas €35 por pessoa. E sim, escrevo "apenas", porque face à qualidade apresentada, ao serviço cuidado e profissional, ao ambiente, à vista, às quantidades servidas, à estrela e à perfeição que chega à mesa, €35 é mesmo um valor surpreendente.

 

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Por tudo isto, o Eleven não podia deixar de ser o vencedor na categoria Melhor menu executivo em 2016.

 

P.S.: Sim, somos fãs do Eleven, já lá fomos imensas vezes (já perdi a conta há muito) mas nunca nos ofereceram nada ou pediram para dizermos absolutamente nada. Todas as críticas e análises são imparciais. Nunca é demais recordar.

Vamos parar de fechar os olhos?

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Vamos direto ao assunto. Há milhões de pessoas a passar fome no mundo. Milhões de crianças. Estima-se que 795 milhões de pessoas não têm comida suficiente, e é por isso que a fome mata mais pessoas todos os anos do que o SIDA, a malária e a tuberculose combinadas. No entanto, a fome tem uma solução. E não é assim tão difícil.

 

1 em cada 7 crianças no mundo passa fome.

 

Mas sabiam que alimentar 1 criança durante 1 dia inteiro custa apenas € 0,40?

 

E sabiam que existem no mundo 2 mil milhões de utilizadores de smartphones? Ou seja, que o número de utilizadores de smartphones supera o número de crianças com fome por 20 a 1? Ou seja, que se todos os utilizadores de smartphones se unissem e dessem uma minúscula contribuição mensal deixava de haver crianças com fome no mundo?

 

Já pensou que se não tomar café 1 dia por mês, e usar esse dinheiro para fazer uma contribuição mensal de 40 cêntimos na app, estará a alimentar 1 criança durante 1 dia inteiro todos os meses?

 

Como? Através da app Share the meal, que colabora com o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas.

 

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Já não é a primeira vez que escrevo sobre a Share the Meal (podem saber tudo aqui) e certamente não será a última. Porque é um projeto em que acreditamos e um projeto que apoiamos desde que foi criado em 2015.

 

Durante 2015 ajudámos a fornecer refeições às crianças das escolas do Lesoto.

 

No final de 2015, ajudámos a reunir refeições para 20 mil crianças sírias carenciadas do campo de refugiados de Zaatari durante um ano inteiro. 

 

Começámos 2016 a apoiar 2 mil mães e os seus bebés em Homs, na Síria, durante um ano inteiro.

 

A seguir, contribuímos para ajudar 1.400 crianças sírias de três a quatro anos que se encontravam refugiadas em Beirute.

 

1.500 crianças refugiadas sírias no Vale Bekaa do Líbano, a viver em condições terríveis, receberam também assistência alimentar durante um ano inteiro graças a esta app.

 

Ainda em 2016 fizemos parte do grupo que conseguiu angariar refeições escolares a 58 mil crianças no Malawi.

 

E em 2017 começámos a ajudar a alimentar 25 mil crianças nos Camarões.

 

No total, a Share the Meal partilhou até agora mais de 11 milhões de refeições desde 2015.

 

Como infelizmente continua a haver quem necessita da nossa ajuda, surgiu agora uma campanha de emergência.

 

A fome foi declarada no Sudão do Sul. Mais de metade da população necessita urgentemente de assistência alimentar, agrícola e nutricional. O objetivo é conseguir 1 milhão de refeições no menor espaço de tempo possível. 

 

Por mais que nos pareça impossível, podíamos ser nós a precisar desta ajuda. Podiam ser os nossos filhos a passar fome.

 

Vamos parar de fechar os olhos? A app é gratuita, e a doação não podia ser mais simples. 

 

Com €0,40 pode alimentar 1 criança durante 1 dia.

Com €2,80 alimenta 1 criança durante 1 semana.

Com €12,00 alimenta 1 criança durante 1 mês.

Com €36,00 alimenta 1 criança durante 3 meses.

Com €146,00 alimenta 1 criança durante 1 ano.

 

São estas as possibilidades de doação na app. Dê pelo menos €0,40. O que é que são 40 cêntimos?

E se puder, faça-o todos os meses. Bebe café? Então um dia por mês não beba um café e utilize esse dinheiro para alimentar uma criança durante um dia inteiro. Pode ser?

 

Obrigado.

Share the Meal (podem saber tudo aqui)