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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

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What do you quer? No plate? Pão?

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Quando vou a um food court, se houver um h3 é muito provável que acabe por comer lá. Os hambúrgueres são bons e apesar das filas muitas vezes terem longos metros, a espera compensa.

 

E a avaliar pelo movimento sempre intenso, e pela quantidade de h3 que já abriram, não sou o único a pensar o mesmo. Mas não só os portugueses que gostam de passar pelo h3. Cada vez vejo mais turistas nas filas.

 

Algo perfeitamente normal, atendendo ao aumento de turistas em Lisboa e Portugal. O que já não acho normal é ver a incapacidade que alguns empregados do h3 têm para falar outras línguas.

 

O normal seria que um estrangeiro se esforçasse por tentar dizer algumas palavras no idioma do país que está a visitar, tal como nós portugueses fazemos assim que saímos do país. Mas em Portugal isso raramente acontece. São poucos aqueles que se esforçam minimamente. Os outros, ou seja nós, é que têm de saber falar a língua deles ou uma língua mais universal.

 

Talvez por isso haja quem defenda com unhas e dentes que não devíamos ceder. Aqueles que nos visitam é que têm de se esforçar por se fazer entender. E eu em parte até concordo. 

 

Mas a verdade é que para um negócio funcionar bem, dá jeito atrair todos os clientes possíveis. E isso implica saber receber os estrangeiros e saber, pelo menos minimamente, comunicar com eles.

 

Porém, no h3 mais perto do meu trabalho, onde cada vez há mais turistas, já presenciei por 2 vezes cenas lamentáveis com turistas. O título deste post é mesmo verdadeiro. 

 

"What do you quer? No plate? Pão?"

 

Sim, eu ouvi mesmo isto. E nenhum dos outros 4 empregados ao balcão foi capaz de ajudar, apesar dos pedidos de ajuda da funcionária aos colegas.

 

Nenhum dos 5 funcionários do balcão do h3 sabia perguntar coisas básicas em inglês. Tive que ser eu a fazer de tradutor. Mas não foi caso único. Umas semanas depois deparei-me com a mesma situação. Um francês, e respetiva família, não percebiam nada sobre o ponto da carne. E a funcionária (diferente da situação anterior), bastante nervosa, só dizia para os colegas:

 

"Eu nem sei dizer em inglês, quanto mais em francês..."

 

Do nada, surgiu entretanto uma funcionária da cozinha que falava francês na perfeição e conseguiu falar com os clientes.

 

Mas atenção que este não é um problema exclusivo do h3 perto de mim. Já assisti a outro caso semelhante no h3 do Corte Inglés.

 

Este post não é uma crítica a nenhum funcionário do h3. Até porque em parte concordo com a teoria de que os outros é que têm de fazer um esforço por comunicar. Eles é que nos estão a visitar. Mas era essencial que, pelo menos, os empregados soubessem fazer aquelas perguntas básicas em inglês. Pelo menos na "língua universal". Não é preciso saber discutir os temas da atualidade. E por isso esta é uma crítica ao próprio h3, que devia, até para seu bem, proporcionar aos seus funcionários uma breve formação em inglês.

 

Não me venham com teorias de custos para a empresa. Em último caso, bastava simplesmente distribuírem um guião em inglês pelos funcionários. E se houvesse dúvidas, era só olhar para lá (ou mostrar aos clientes). Caso isto já aconteça, então peço desculpa ao h3 mas não é isso que parece.

 

Por fim, acredito piamente que isto não é um "problema" exclusivo do h3. Eu é que nunca presenciei situação semelhante noutro local. Bem pelo contrário.

 

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Comando para voltar atrás no tempo?

 

Serei só eu a ter vontade de ter um comando especial para poder mandar à merda algumas pessoas e depois voltar atrás no tempo?

 

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Quando é que vai nascer o bebé? Não faço ideia!!

 

Dica: Se não querem que se vá visitar um bebé, e respetivos pais, quando ele nasce, basta dizer isso mesmo. Se os outros ficarem ofendidos, paciência. Numa altura tão difícil como aquela a seguir a um parto (principalmente nos casos de primeiros filhos) em que os pais ainda se estão a adaptar ao filho e o filho aos pais e ao mundo, é normal que não se goste de ter visitas a entrar constantemente pelo quarto. Avisem com antecedência e digam algo como: agradecemos a compreensão, mas teremos todo o gosto em recebê-los quando já estivermos em casa e tiverem passados alguns dias da saída do hospital.

 

Muito pior, mas mesmo muito pior, é tentarem ignorar questões feitas a propósito do nascimento do bebé. Aliás, tentarem ignorar por completo qualquer questão relacionada com o parto. Mesmo que faltem apenas alguns dias para a data prevista.

 

Responder que não sabem quando é que o bebé vai nascer, ou até que não fazem a mínima ideia, ou que isso não interessa, é de loucos! Para além de uma falta de respeito por quem até está educadamente a perguntar. Custa muito dizer que em princípio faltam x dias ou x semanas? Um bebé pode nascer a qualquer momento, todos sabem disso, mas há uma data prevista. E fazer de conta que a ignoram é fazer os outros de parvos, apesar de serem eles quem está a ser parvo.

 

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Ferrugem - Garantia 2016

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Há restaurantes onde podemos ir centenas de vezes que sabemos que teremos sempre uma ótima refeição. Restaurantes sem grandes falhas, onde existe uma garantia de qualidade na comida e no serviço. Entre os restaurantes que visitámos em 2016, houve um que provou isso mesmo.

 

O Ferrugem, perto de Vila Nova de Famalicão. Refeição quase perfeita, num ambiente muito acolhedor.

 

Prémios Só entre nós 2016

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Promessas sexuais para quem quiser ouvir

 

Sabiam que quando estão a falar ao telemóvel no carro, utilizando o sistema bluetooth, é possível a quem passa na rua ouvir o que estão a dizer ao telefone? Principalmente se estiverem com o volume alto e o carro parado? Já pensaram nisso? Aparentemente uma senhora que estava dentro do carro estacionado na 5 de Outubro nunca pensou no assunto... Resultado?

 

Todos os que passavam na rua podiam ouvir o que é que o marido/namorado/amante/pretendente dizia que ia fazer assim que ela chegasse a casa. Sem qualquer pudor nas palavras ou pormenores. Nem o homem julgava que estava a falar para quem quisesse ouvir, nem a mulher se apercebeu que todas aquelas promessas sexuais estavam a ser ouvidas por quem passava no passeio.

 

Uns riam-se à gargalhada, outros passavam e espantavam-se com o que se estava a passar e outros, como eu, riam e procuravam a câmara escondida do programa de apanhados. É que isto é muito mau para ser verdade...

 

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A Taberna da Rua das Flores - Melhor restaurante diário 2016

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Existe um pequeno refúgio, no movimentado Chiado, que é visita obrigatória de quase todos os Chefs quando passam por Lisboa. Nacionais ou estrangeiros. Basta ver nas redes sociais a quantidade de Chefs famosos e repletos de estrelas que não dispensam uma passagem por esse restaurante, de nome A Taberna da Rua das Flores, cuja cozinha está a cargo do Mestre André, uma verdadeira enciclopédia ambulante no que respeita a gastronomia.

 

 

Mas eles não vão lá pelos lindos olhos do Mestre André. Vão lá porque a comida é muito boa, autêntica e ao mesmo tempo criativa. Os comuns mortais vão lá por isso tudo e também por causa dos preços, que não escandalizam ninguém, bem pelo contrário.

 

 

O nome não engana. Tem o estilo de uma taberna. Mas não se preocupem que não se enquadra no perfil de O Pesadelo na Cozinha. 

 

Face aos preços acessíveis, à (muita) qualidade do que é servido, à simpatia do serviço e ao ambiente de taberna, a Taberna da Rua das Flores é a vencedora na categoria melhor restaurante diário 2016.

 

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O divórcio está banalizado???

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Na semana passada fiquei a saber que mais um casal da minha família se vai divorciar (já são mais os divorciados do que aqueles que continuam casados com o mesmo companheiro de sempre).

 

Ele traiu-a, ela desconfiou, ele confessou e entre a mulher e amante escolheu a amante. (Sim, foi uma escolha dele. Seria normal que face a uma traição a mulher não o quisesse mais, mas neste caso não é assim).

 

História já vista e revista, tanto na realidade como na ficção.

 

O mais surreal para mim é que os filhos não ficaram incomodados com a situação (todos na casa dos 30). Acharam normal.

 

"O pai está apaixonado."

"Ele está mais feliz com a outra."

"Se ele não estava feliz já deveria ter ido embora há mais tempo."

 

A sério?? O divórcio é assim tão comum que já se tornou banal? Algo normal que acaba por acontecer mais cedo ou mais tarde?

 

Não interessa se o pai traiu a mulher com quem estava há mais de 30 anos? Não interessa se andou a traí-la por largos meses? Não interessa que a mãe fique agora sozinha?

 

Pode dar ideia que os filhos não gostam da mãe, mas não é nada disso. Parece-me que nem tomaram um lado. Simplesmente aceitaram esse facto com total normalidade.

 

Mas será que isso é bom? É evidente que é muito melhor do que haver grandes dramas e sofrimento, mas não quererá dizer algo?

 

Será que o casamento deixou de ser encarado como algo para uma vida?

 

Eu não entendo que um casal tem de ficar junto toda a vida independentemente de gostarem ou não do outro. Eu não defendo que um casamento se deva manter por causa de filhos. E considero que é muito melhor terminar uma relação do que andar um dos membros do casal a trair o outro.

 

Mas é esta aparente banalização que me incomoda...

 

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Belcanto - Melhor serviço 2016

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Felizmente temos cada vez mais restaurantes em Portugal com um serviço impecável. Atencioso, educado, sem conversas despropositadas, e constantemente preocupado com a satisfação do cliente.

 

Mas há um que, a meu ver, se destaca. Em quatro visitas ao Belcanto nunca houve nenhum ponto negativo a salientar. E 2016 não foi exceção. A começar pelo Luís Reis, Chefe de sala, sempre simpático, educado e atencioso, que não se esquece dos clientes frequentes e faz questão de mostrar isso mesmo, passando por todos os elementos da equipa do restaurante.

 

Tudo é perfeito, e a atenção e cuidado que tiveram com o nosso filho bebé aquando da última visita comprova isso mesmo.

 

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Lista negra das Amêndoas da Páscoa!

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Segundo as regras de boa educação que me foram transmitidas, na Páscoa é tradição oferecer amêndoas às pessoas de que gostamos. Se a Páscoa é passada com familiares, é normal levar amêndoas a esses familiares.

 

Não devo ser o único a fazer isso, porque todos os anos o ritual nos supermercados é o mesmo - encher carrinhos de supermercados com todas as variedades de amêndoas e, nos últimos dias antes da Páscoa, ver as prateleiras vazias e pessoas desesperadas por um pacote de amêndoas para o tio X de que se tinham esquecido.

 

Como tal, todos os anos eu e a minha mulher compramos amêndoas para oferecermos aos nossos familiares. Porém, e depois deste ano, o ritual vai mudar. E porquê? Porque a estupidez tem limites.

 

Que sentido é que faz comprar amêndoas da Páscoa a pessoas que não ligam nenhuma a isso, nem têm amêndoas para nos dar? Só para ajudar os produtores e restantes operadores económicos?

 

Porque é que vou gastar 7 euros numa caixa de amêndoas para um tio que não tem qualquer amêndoa para me dar? Que nem quer saber? Se ele não liga a isso, porque é que eu hei-de ligar?

 

Eu não preciso que me ofereçam amêndoas. Felizmente posso comprar as caixas que quiser. Mas, repito, é uma tradição e uma questão de educação. Por isso, se não lhe fazem falta nem lhe interessam, melhor. Não dou.

 

Este ano demos uma caixa a um primo e namorada e para nós? Nada.

Uma caixa a um tio e mulher e para nós? Nada.

 

Por isso sabem que mais? Esta regra da boa educação vai ser dobradinha e colocada no bolso. E na próxima Páscoa não há amêndoas para estes. Entram na lista negra das amêndoas da Páscoa.

 

E esta situação não se aplica apenas à Páscoa... Quantas vezes damos uma lembrança no Natal a familiares que em troca nada dão? Lista negra do Natal!!

 

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Pequenos-almoços nos hotéis

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Frequentemente somos confrontados com preços astronómicos praticados pelos hotéis para os pequenos-almoços, e é algo que eu continuo a não perceber.

 

Ainda hoje, ao ver um pequeno hotel rural no Algarve, verifiquei que pediam €15,00 por pessoa por dia para tomar pequeno-almoço. Ora desde quando é que uma pessoa consome o correspondente a €15,00 por dia ao pequeno-almoço?

 

Claro que se um cliente acordar tarde e for para o pequeno-almoço com o intuito de aí comer logo o suficiente para saltar o almoço, então talvez até faça um bom negócio.

 

Mas o normal é ir tomar o pequeno-almoço para, imaginem só, tomar o pequeno-almoço. E como o nome indica, o pequeno-almoço é... pequeno.

 

Eu sei que muitos portugueses, e não só, quando estão num hotel sentem-se livres para comer este mundo e o outro (e contra mim escrevo…). Só se come um pãozinho com manteiga e um copo de leite todos os dias, mas chega-se ao hotel e vai um pão com Nutella, outro com doce, um croissant com creme, outro com chocolate, salsichas, ovos (mexidos, estrelados e omelete com 25 ingredientes), batatas com tomate e pimentos, uma salada também marcha, e no fim fruta (que tem de se ter atenção à linha) e um pastel de nata.

 

Mesmo assim, €15,00 por dia e por pessoa? Num hotel rural onde pouco mais há do que o básico?

 

E €15,00 não é o pior. Já chegámos a apanhar pequenos-almoços a €30,00.

 

Percebo que todos queiram ganhar lucro em tudo o que possam, mas sabem que mais? Com preços destes já esqueci aquele hotel. O pequeno-almoço deve ser ótimo, mas não justifica estes preços.