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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

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Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

Os bruxos/videntes/tarólogos que nada sabem

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Graças ao meu adorado Youtube, descobri esta pérola que não podia deixar de partilhar. Aparentemente esta senhora chama-se Zila, é taróloga, e oiçam com atenção...

 

 

Ora então vejamos...

"E tem aqui um filho que vai trabalhar para fora!", anuncia a Zila.

"Um filho? Eu não tenho filhos.", responde confusa a espectadora.

"Ou então um irmão mais novo, é um rapaz novo, é um rapaz jovem. Ou então um sobrinho."

"Exato..."

"Tem algum sobrinho?"

"Sobrinhos ainda muito pequenos."

"Pronto, há aqui alguém que vai para fora, as cartas dizem que alguém vai para fora."

"Exato..."

"Alguém ligado a si. 'Tá bem?"

"Está bem."

"Pronto!", termina triunfante.

 

Portanto... Esta senhora, Zila para os amigos, "lançou" as cartas e previu um futuro para o filho da espectadora. Um futuro, curiosamente, comum a cada vez mais portugueses. Qual o problema? É que não há qualquer filho.

 

As cartas disseram filho. Mas... Não há problema. A Zila, que tudo sabe, dá a volta.

 

Filho? Não há. Ok, então irmão mais novo. Nada? Rapaz mais novo. Rapaz jovem. Sobrinho? Nope! Então olhe, alguém vai para fora, ok? Mãe, bisavó, vizinha, periquito, amiga da prima em quarto grau, o veterinário da cadela que faz xixi à porta do prédio, a senhora que estava atrás de si na fila do supermercado... Alguém vai para fora! 

 

Desta forma, a grande Zila consegue pôr as cartas de lado (que falaram num filho!) e prever algo que eu tenho a certeza que é verdade. Alguém, não interessa quem (!) vai emigrar. Quando, como e quem não interessa. Já agora, também tenho uma previsão. Alguém vai morrer. Não sei quando. Não sei como. Não sei quem é. Mas é alguém. 

 

Agora dizem vocês: "As cartas também erram!" ou "As cartas podiam não estar num dia muito feliz. Todos temos dias maus."

 

Muito bem. É justo. Vamos dar uma segunda oportunidade. Com a mesma Zila. 

 

"Mas eles até pensam, eles já pensaram em casar...", afiança Zila.

"Não, eles já casaram!"

"Ah, pronto, ok, porque eu vejo aqui o casamento..."

"Pois..."

"As cartas dão casamento, não é?"

"Não eles já casaram...", continua a espectadora, desiludida, já pensar nos euros que gastou para telefonar.

"Pronto, eles estão a pensar em ter um filho, também..."

"Eles já têm uma filha..."

 

Ups... Infelizmente não mostram a continuação, mas eu estou aqui a lançar as minhas cartas que uso nos jogos de poker (não descriminem, por favor, que todas as cartas são válidas para ver o futuro) e vejo que a Zila saltou da mesa e fugiu a sete pés do estúdio, entrando em seguida num buraco de onde não saiu durante horas cheia de vergonha.

 

Posto isto, pergunto imitando o saudoso Fernando Peça: E esta, hein? Se é para dar destas previsões, então vou ali abrir um "consultório", fazer cartões com "Mestre", "Doutor" e "Professor", e começo já a pensar em coisas que posso dizer que serão sempre verdade. Como por exemplo?

 

A senhora vai comer algo que lhe vai dar uma volta ao estômago. Tenha atenção!

A senhora vai ter uma noite em que não vai dormir muito. 

O senhor vai ter um problema que o vai obrigar a ir ao médico.

Vejo uma viagem na sua vida. Nacional ou internacional.

Estou a ver que vai ter dores nas costas. Cuidado com os pesos.

Alguém vai casar / Alguém vai ter filhos / Alguém vai morrer / Alguém vai adoecer

 

O que é que acham? Avanço com o consultório? Se calhar contacto uma destas tarólogas para ver se o nogócio vai correr bem. É que elas acertam sempre!

 

NOTA: Eu não acredito em bruxos, videntes, tarólogos, cartomantes, "professores", "mestres", magos, astrólogos e toda essa classe que "adivinha" o futuro. Mas isso não quer dizer que não haja quem tenha verdadeiros "poderes" de adivinhação. De forma alguma considero que são todos charlatães. Nem estou a alegar que a pessoa em causa neste post é falsa ou que não merece o nosso respeito. Cada um faz o que quiser, desde que não prejudique os outros, e cada um é livre de pensar o que quiser. Como tal eu não acredito, e acho que estes vídeos só ajudam a não mudar de opinião.

 

Ah, e meu querido Sapinho, as cartas disseram que este post seria destaque... Não deixes ficar mal as cartas, por favor!

Prémios Mesa Marcada 2016

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Mais um ano, mais uma cerimónia de entrega de prémios do blog Mesa Marcada - para mim (e para muitos) o blog gastronómico mais importante em Portugal. Este ano o Só entre nós esteve presente na cerimónia a convite da dupla responsável pelo blog Miguel Pires e Duarte Calvão, e não podíamos, em primeiro lugar, deixar de agradecer pelo convite, e dar novamente os parabéns por todo o trabalho que tiveram e pela ótima cerimónia que conseguiram realizar. Não é qualquer blog que consegue reunir os votos de 147 pessoas, entre chefes de cozinha, responsáveis por restaurantes, jornalistas, bloggers, críticos e gastrónomos, e ter no mesmo espaço os melhores a nível nacional.

 

Parabéns também ao excelente trabalho que a Amuse Bouche tem vindo a fazer na divulgação da gastronomia nacional, e ao Chef Miguel Castro e Silva pela refeição que foi servida. 

 

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Passando aos prémios, destaque evidente para o Chef João Rodrigues, do restaurante Feitoria, com 1 estrela Michelin (sobre o qual escrevemos aqui), que conseguiu destronar o "Rei" José Avillez, vencendo na categoria de melhor Chef e melhor restaurante. Um feito justo e que não surpreende face à qualidade que João Rodrigues e a sua equipa demonstram no Feitoria.

 

O Prémio Especial Estrella Damm Destaque do Ano foi para o LOCO, do Chef Alexandre Silva, com 1 estrela Michelin (sobre o qual escrevemos aqui).

 

O Prémio Especial Graham’s Restaurante Novo do Ano calhou ao Bairro do Avillez, do Chef José Avillez, que já visitámos por duas vezes e ainda não nos conseguiu conquistar totalmente. 

 

O Chef Pedro Pena Bastos foi eleito como Chef Revelação do Ano, sem qualquer surpresa e com enorme mérito. O Chef do fantástico Esporão (sobre o qual escrevemos aqui) tem dado que falar e as suas qualidades e criatividade são inquestionáveis.

 

O Prémio Mesa Diária foi, também sem surpresas, para a Taberna da Rua das Flores, do "Mestre" André, que nunca desilude. É daquelas apostas que não falha.

 

Por fim, destaque positivo para o Chef Henrique Sá Pessoa, do restaurante Alma com 1 estrela Michelin (sobre o qual escrevemos aqui), que subiu 5 lugares e foi eleito como o terceiro melhor Chef de Portugal, e o Alma subiu 4 lugares e ficou em quarto lugar na lista dos melhores restaurantes nacionais.

 

Destaque negativo para a descida do Yeatman, 2 estrelas Michelin (sobre o qual escrevemos aqui), do Chef Ricardo Costa, que desceu um lugar tanto na lista dos Chefs como dos restaurantes, logo no ano em que o Yeatman conseguiu a tão merecida segunda estrela. 

 

Para o ano há mais. Podem consultar as listas completas aqui.

Obrigado Mário Soares!

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Apesar de já ter aqui escrito sobre o luto que fiz nos dias que se seguiram à morte de Mário Soares, não podia deixar de manifestar a minha tristeza e revolta pelo destilar de ódio nas redes sociais e blogs contra Mário Soares. 

 

Ninguém poderá afirmar que Mário Soares era perfeito. Mas quem é que é perfeito? Todos somos seres humanos e, como tal, erramos. E Mário Soares, ao longo da sua longa vida, errou. Se não o tivesse feito era um santo, e duvido que alguém ande a ponderar pedir a sua canonização.

 

Porém, e se é certo que Mário Soares errou, também é certo que não há necessidade de olhar unicamente para os erros e esquecer o que ele fez por todos nós.

 

Não sei se disse para atirar alguém aos tubarões. Não sei se pisou a bandeira de Portugal. Não sei se ofendeu algum clube de futebol e seus adeptos. Não sei se lidou assim tão mal com a descolonização como alguns afirmam. É provável que seja tudo verdade.

 

Mas sei com certeza que quem festeja agora a sua morte já errou, ofendeu alguém e, de certa forma, já criticou / ofendeu / prejudicou a pátria.

 

E sei também que a maioria pouco fez pela História do país, pela garantia da liberdade, pela luta contra um regime opressor e ditador.

 

Mário Soares nasceu numa família com posses. Podia ter ficado no seu canto, ver a vida passar sem grandes chatices. Podia ficar à espera que alguém fizesse aquilo que ele não tinha coragem. Podia esperar que o regime caísse, que houvesse um milagre, que alguém se mexesse.

 

Não tinha necessidade de ter coragem ou ser louco para ir a eleições num regime ditatorial, de ser perseguido, torturado e preso. Não tinha necessidade de fugir do país, regressar anos mais tarde e passar a sua vida a lutar por um país livre e melhor.

 

É esse Mário Soares que devemos recordar e é essa a vida que deve ser enaltecida. 

 

Mário Soares não foi perfeito, mas lutou pelo nosso país como nós não fizemos e provavelmente nunca iríamos fazer.

 

E é por isso que eu digo, e reitero, mesmo que ninguém concorde,

Obrigado Mário Soares!

A história do Senhor Doutor

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Era uma vez um bebé que nasceu numa pequena aldeia do interior Norte de Portugal, no seio de uma família grande e sem posses. O mais novo de quase uma dezena de irmãos cresceu, estudou na cidade mais próxima da aldeia e, depois de prestar o serviço militar, decidiu rumar até à capital à procura de uma vida melhor.

 

O então jovem adulto arranjou um trabalho na capital, começou a estudar na faculdade em horário pós laboral, tirou o curso com alguma dificuldade, casou-se com o amor de infância (da mesma aldeia que o viu nascer), arranjou um trabalho dentro da área do seu curso e começou a trabalhar em part time.

 

A vida não lhe era meiga. Ganhava pouco, morava longe da cidade, não tinha carro, a mulher passava pelas mesmas dificuldades, mas quem lhe deu emprego depois do curso nunca o abandonou.

 

Com muita sorte, a ajuda e proteção sempre constante dessa pessoa, e também graças ao seu mérito, o jovem adulto tornou-se um adulto com sucesso na sua profissão. Nunca foi perfeito profissionalmente, são evidentes as suas falhas, mas o adulto foi-se transformando cada vez mais num Senhor Doutor.

 

Vinte anos depois, e sempre junto da pessoa que o ajudou após o curso, o Senhor Doutor já auferia um ordenado mensal líquido superior a 10.000 euros.

 

A vida corria bem ao Senhor Doutor. Os filhos estudavam onde o Senhor Doutor queria, as viagens só não eram feitas se ele não quisesse, a mulher podia não trabalhar que o dinheiro chegava e sobrava, e a sua presença era frequente nos melhores restaurantes.

 

Porém, e talvez devido à distância entre Lisboa e a pequena aldeia que o viu nascer no interior Norte do país, o Senhor Doutor passou a comportar-se como um verdadeiro Senhor Doutor, no sentido mais pejorativo que possa haver.

 

Hoje em dia o Senhor Doutor não atende um telefone, só se alguém lhe passar a chamada.

O Senhor Doutor recusa-se terminantemente a ir abrir a porta do seu local de trabalho se alguém tocar à campainha e não houver mais ninguém no trabalho. E gaba-se disso mesmo.

O Senhor Doutor recusa-se a fazer uma carta.

O Senhor Doutor recusa-se a receber alguém que apareça sem aviso.

O Senhor Doutor recusa-se, a não ser que não tenha mesmo outra hipótese, a ir cumprimentar pessoas mais pobres (no âmbito do seu trabalho).

O Senhor Doutor faz sempre questão de ir cumprimentar os mais ricos.

O Senhor Doutor vai sempre lavar as mãos assim que se despede de alguém. Se for alguém com poucos recursos, é capaz de lavá-las duas vezes.

O Senhor Doutor acha que é o melhor, o mais importante, alguém imprescindível.

O Senhor Doutor acha que todos os outros ao seu redor não valem nada, não são relevantes, podem ser substituídos por outros.

O Senhor Doutor inveja tudo o que os outros têm ou possam vir a ter, apesar de ele ter muito mais dinheiro do que os outros.

O Senhor Doutor trata mal quem lhe deu a mão. Quem o protegeu. Quem fez com que pudesse ganhar tanto dinheiro e ter a vida que tem.

O Senhor Doutor não dá mérito a ninguém.

O Senhor Doutor é um cobarde que fala mal todos os dias nas costas dos outros.

O Senhor Doutor é um cobarde que a seguir fala muito bem às pessoas que criticou.

 

A criança que nasceu e cresceu numa família humilde, boa e pobre, transformou-se num Doutor que parece uma coisa mas não passa de um pedante, cobarde, invejoso, convencido e mau carácter, que tantos anos depois nem sequer agradece a ajuda que sempre lhe foi dada.

 

O Senhor Doutor sofre de amnésia. Só pode ser isso.

Mário Soares - O luto que não compreendem

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O meu trabalho "obriga-me" a vestir diariamente fato e gravata. É algo que nunca me fez impressão, ou confusão, nunca o senti verdadeiramente como uma obrigação, e já visto fato diariamente há mais de 8 anos. 

 

Sempre que entendo que devo fazer luto, ponho uma gravata preta e é, dessa forma, que demonstro a minha tristeza e respeito por quem partiu.

 

Tanto coloco a gravata preta quando morre um familiar ou pessoa próxima, como quando morre um "famoso" que nunca conheci pessoalmente mas pelo qual sinto que devo fazer luto. Tal como fiz, por exemplo, quando morreu a Dra. Maria Barroso, e como fiz agora quando morreu o Dr. Mário Soares. Ontem trabalhei com gravata preta, hoje a mesma coisa e amanhã voltarei a colocar a gravata preta. 

 

Não vale a pena entrar em grandes justificações porque, na realidade e em síntese, o que interessa é que se eu sinto que devo fazer luto, isso só a mim me diz respeito. Estes dias faço luto por Mário Soares porque sinto que o devo. E ponto final.

 

Mas a verdade é que isto não é assim tão simples. Se ontem tive de ouvir perguntas e comentários relativos ao preto, hoje ninguém falou mas são evidentes os olhares de espanto e incompreensão. E quando falei que estava a pensar ir aos Jerónimos, as reações ainda foram maiores. Como se estivesse a fazer algo de surreal. Algo que não seria suposto. 

 

Se não gostam de Mário Soares, se não compreendem o papel que ele desempenhou no nosso país, se nunca concordaram com os seus ideais, paciência. Se gostavam muito dele, mas nunca fariam luto também paciência. 

 

Cada um é livre de fazer o que quiser. E escrevo sobre Mário Soares, mas podia referir-me a outra pessoa qualquer. Por exemplo, será que não podia usar gravata preta em sinal de luto pela morte de George Michael? Se achasse que devia fazer luto, porque é que me deveria sentir constrangido? Por não ser português? Por ser um cantor? Por nunca o ter visto ou conhecido? Por causa das suas orientações ou atos ao longo da vida?

 

Deixem que cada um faça o luto que quiser, por favor...

DiverXO - A refeição mais incrível da minha vida!

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No céu estrelado do Guia Michelin, existe um restaurante que rompe com todas as formalidades e barreiras, levando os seus clientes para um mundo onírico criado por um génio chamado Dabiz Muñoz.O DiverXO é, no entender de muitos, o restaurante mais extremo do mundo. Mais irracional e mais perfeito. Mais louco. Mais irreverente. Depois de ter lá estado, posso afirmar que o DiverXO é isso tudo e muito mais.

 

Não estamos perante um restaurante normal (e não o afirmo por causa das três estrelas que ostenta). O DiverXO é um verdadeiro espetáculo, parecido com uma peça de teatro, onde a máquina criada por Dabiz Muñoz dá sinais de estar muitíssimo bem treinada e onde tudo tem de estar perfeito. Absolutamente perfeito, ou não fosse Dabiz Muñoz um incansável perfecionista. Para ele não basta um excelente. Tem de estar perfeito. E essa exigência, que faz com que muitos cozinheiros e outros membros da sua equipa abandonem a cozinha no fim do primeiro dia de trabalho, passa para toda a sua equipa e resulta em pratos, ou telas (como gosta de chamar) perfeitos. 

 

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20 novidades e desejos gastronómicos para 2017

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O ano de 2016 foi ótimo para Portugal no que respeita à gastronomia, mas tudo indica que 2017 será ainda melhor. Aqui ficam 20 novidades e desejos gastronómicos para 2017 (sem nenhuma ordem especial):

 

1. Depois da Mercearia, da Taberna e do Páteo, vai ser inaugurado mais um espaço dentro do Bairro do Avillez. Já nos levantaram a ponta do véu, mas como ainda é segredo, prometemos guardá-lo religiosamente (fica a dica e para bom entendedor, meia palavra basta). 

 

2. Em junho, julho, o grande Chef Kiko Martins (que nunca pára) vai abrir um novo restaurante, com um novo conceito. Chama-se Watt e fica no piso térreo da sede da EDP. Depois do Talho, Cevicheria e Asiático, só se pode esperar algo igualmente muito bom.

 

3. Se tudo correr bem, dentro de poucas semanas Henrique Sá Pessoa vai inaugurar o Tapisco no Príncipe Real. Como o nome indica, terá tapas e petiscos, um ambiente acolhedor, informal, com a tradicional barra e comida deliciosa, ou não fosse da responsabilidade de um dos melhores Chefs nacionais. Tivemos a oportunidade de falar pessoalmente com o Chef Henrique Sá Pessoa há umas semanas sobre este novo projeto e ficámos encantados.

 

4. O Leopold vai, finalmente, reabrir as suas portas já este mês, deixando a Mouraria e abraçando o novo projeto no magnífico Palácio Belmonte. Quem acompanha o Só entre nós sabe bem o que achámos do restaurante Leopold, mas isso não quer dizer que não veja com bons olhos esta reabertura e até tenha alguma curiosidade em visitá-lo.

 

5. Marlene Vieira vai voltar a ter um restaurante "fine dining" (graças a Deus)! Poderemos finalmente voltar a provar as suas criações, depois de um Avenue que deixou saudades. Marlene Vieira e João Sá vão então abrir o Verso, no Largo de Camões, em princípio na primeira metade do ano.

 

6. Fala-se muito no regresso de Leonardo Pereira. E depois da nossa espetacular experiência no Areias do Seixo, espero mesmo que se concretize o novo projeto já em 2017.

 

7. Certo é o novo projeto do (cada vez mais) português e italiano Tanka Sapkota. É já em janeiro, segue os sabores italianos do Come Prima e Forno d'Oro, e promete muito.

 

8. A propósito de sabores italianos, parece que Jamie Oliver vai mesmo abrir um restaurante em maio no Príncipe Real. Só falta saber se será um Recipease, Jamie's Italian ou outra novidade.

 

9. O Terraço do Hotel Tivoli na Avenida da Liberdade vai reabrir com Tiago Bonito a comandar as tropas, depois de deixar a Pousada de Lisboa. Estivemos várias vezes para lá ir em 2016, mas nunca se concretizou. Parece que agora teremos de ir à Avenida para provar as criações de Tiago Bonito. 

 

10. Ao estilo do futebol, houve uma contratação do Chef Diogo Noronha por parte do grupo Multifood ao grupo Mainside. O resultado será a abertura já este ano de um novo restaurante no... Príncipe Real, claro. 

 

11. Ainda nas contratações, Portugal contratou novamente Vincent Farges. E que bom negócio. Pior para as Caraíbas. O restaurante ficará no Chiado e deverá abrir nos próximos meses. 

 

12. Para quem gosta de comida do Médio Oriente também há boas notícias, com a abertura do Mezze em LIsboa. A não perder. 

 

13. Mais uns desejos. Espero, sinceramente, que se continue a fazer justiça no campo das estrelas Michelin, e que 2017 continue o bom caminho do ano passado, com a atribuição de mais estrelas a restaurantes portugueses. A quantidade interessa, como é óbvio, mas mais importante é que haja justiça nas estrelas atribuídas, o que ainda não há.

 

14. E, já agora, gostava mesmo que a cerimónia do Guia fosse (finalmente) realizada em Portugal.

 

15. Ainda no campo das estrelas, os meus desejos - Que o Belcanto atinja o patamar necessário para lutar pela terceira estrela michelin.

 

16. Que o Feitoria, de João Rodrigues, receba a segunda estrela (não faz sentido que não a tenha).

 

17. Que o Guia acorde do sono profundo em que se encontra e dê a estrela ao Esporão de Pedro Pena Bastos.

 

18. Que o mesmo aconteça com o Ferrugem de Renato Cunha.

 

19. E que a Casa de Chá da Boa Nova suba mais um degrau no guia. Bem merece. Foi uma das melhores surpresas de 2016.

 

20. Por fim, espero que surjam mais restaurantes que nos deixem tão rendidos e apaixonados, como acontece sempre que vamos ao Alma. 

 

Feliz Ano Novo para todos!

Medo de andar de UBER...

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Há umas semanas recebi uns clientes estrangeiros e, para nos deslocarmos em Lisboa, decidi chamar um UBER. Para meu espanto, assim que perceberam o que estava a fazer, perguntaram-me logo:

"E é seguro?"

"E como é que sabes que é um UBER?"

"Mas o carro não está sinalizado?"

"Não é perigoso?"

 

Com calma, tentei explicar-lhes que era seguro, que usava frequentemente e nunca tinha tido problemas, que o eventual perigo era igual ao de andar de táxi, que sabíamos qual era o carro pela matrícula...

 

"E as notícias das clientes UBER que foram violadas no estrangeiro?", interromperam-me. 

 

Uma vez que éramos três homens, respirei fundo e tentei não rir...

 

Quando o carro chegou:

"É este mesmo?"

"Tens a certeza?"

"E se estamos a entrar no carro errado?"

 

Cada vez mais admirado com aquela reação, perguntei se não tinham UBER no país deles e eles explicaram-me que tinha sido proibido. E por isso tinham muito medo de andar num UBER. 

 

Depois de estarem mais calmos, lá seguimos viagem. Pensei que estava tudo resolvido mas no regresso voltaram os mesmos receios e perguntas.

 

Confesso que fiquei bastante surpreendido com aquela atitude, até porque são homens novos na casa dos 30 e utilizadores das novas tecnologias. Mas a verdade é que aprendi a lição. Não volto a chamar um Uber com estrangeiros sem primeiro perguntar se não se importam de viajar num.

Feliz Natal!

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Feliz Natal!

Luzes de Natal - Qual é a cor??

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Esta semana fui a uma vulgarmente denominada "loja dos chineses" para comprar luzes de Natal. Perante a dificuldade em perceber pela embalagem de que cor eram as luzes, fui ter com uma das funcionárias.

"De que cor são estas luzes?", perguntei.

"Amarelo branco.", respondeu prontamente.

"Amarelo branco?"

"Sim. Ou branco amarelo."

"Como??"

"Essas luzes são amarelo branco, ou branco amarelo, como preferir."

"Ah, tem lâmpadas amarelas e brancas, é isso?"

"Não, nada disso. Não são amarelas, porque são brancas. Mas não são brancas, porque são amarelas. São amarelo branco."

Cada vez mais confuso, perguntei:

"Quer dizer que não são exatamente da cor amarela? Nem da cor branca? São como um amarelo frio, em vez de ser um amarelo quente?"

"Não, não está a compreender, são como a cor do dia."

"Ah, está bem... Pode ligar a uma ficha para ver como é a cor do dia?"

"Não, basta ir à rua para ver."

 

Sou eu que estou maluco, ou será que queriam fazer de mim maluco? Fiquei sem saber o que dizer e fui-me embora. Talvez fosse para um programa de apanhados...