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Só entre nós

Só entre nós é um blog só para nós. Para escrevermos sobre aquilo em que pensamos, sobre o que gostamos, ou não, sobre viagens fabulosas, restaurantes, pessoas que admiramos, ou que nos deixam os cabelos no ar, livros lidos e muito mais.

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Restaurante Alma, um dos melhores do país

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O restaurante Alma, de Henrique Sá Pessoa é, na minha opinião e sem qualquer sombra de dúvida, um dos melhores restaurantes de Lisboa e Portugal. E não foi preciso ir lá quatro vezes para concluir isso, bastou a primeira. Mas nesta quarta visita, e depois de provar o novo menu (mais arrojado do que o primeiro), confirmei mais uma coisa. Este restaurante vai muito longe e Henrique Sá Pessoa confirma, a cada visita, que está no topo dos melhores Chefs nacionais. E merece esse lugar. 

 

Só entre nós, um pequeno aparte antes de passar à refeição. Henrique Sá Pessoa não é só um excelente Chef. Das três vezes que estivemos com ele, o  Chef demonstrou sempre uma enorme simpatia, atenção e humildade. Não tem vergonha ou medo de ir às mesas, não se arma em grande, não faz espetáculos, não se comporta como um ator. Henrique Sá Pessoa é simples, honesto, fala com os clientes com naturalidade, à vontade, simpatia e carinho. Descreve os pratos com satisfação, partilhando o seu amor pela arte da gastronomia, orgulhoso do que serve e convicto de que tudo está bom. E de todos os Chefs com que já falei, nunca conheci outro igual. E esta personalidade só faz com que Alma seja ainda melhor e mais especial.

 

Passando então à refeição, e novamente com o próprio Henrique Sá Pessoa a servir e explicar praticamente todos os pratos, começámos com o novo couvert que substituiu o fantástico couvert existente. A fasquia estava muito alta, mas Henrique Sá Pessoa não teve receio de mudar aquilo que resultava (muito) bem.

 

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Confesso que não fiz bem o trabalho de casa e distraí-me tanto a ouvir o Chef e observar o couvert, que não apontei com exatidão o que era. 

 

Mas posso afirmar que o crocante era delicioso, com um sabor intenso e "cabelos de velha" por cima (única coisa que memorizei...).

 

O gaspacho, com a frescura necessária para contrastar com o crocante, surpreendeu pelas técnicas utilizadas e resultado final - a textura era totalmente líquida, igual à água, e a cor praticamente transparente. Mas o sabor era bem complexo, com todos os sabores do gaspacho concentrados. Muito bem conseguido.

 

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Em seguida, uma perfeita esferificação de "amêijoa à bulhão pato" com pão torrado. Absolutamente divinal.

 

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E para terminar o couvert, um dos pratos do antigo couvert que Henrique Sá Pessoa manteve. E ainda bem que o fez. É daqueles pratos que deve permanecer durante muito tempo. Tempura de pimentos vermelhos assados para molhar num coulis também de pimentos assados. Excelente trabalho, técnica e sabor.

 

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Apesar de parecer impossível conseguir fazer ainda melhor, Henrique Sá Pessoa voltou a surpreender com um prato extra menu. A sua versão de "gamba ao alhinho" deixou-nos K.O. Demasiado bom para descrever.

 

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Seguiu-se o pão, agora com três variedades: pão de batata doce e milho, pão de Mafra e pão de alfarroba.

 

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Para acompanhar, a habitual deliciosa manteiga e o azeite do Chef.

 

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Para entrada, escolhi "Cavala, escabeche de legumes, caldo de mexilhão e percebes, alface do mar". Não só estava lindo, como os sabores eram perfeitos. Frescos e a trazer sabores e memórias do mar. A cavala estava de tal forma fantástica que não apetecia parar de comer.

 

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Já a minha mulher optou pelo "Polvo assado, romesco, casca de batata, alcaparras, paprika fumada". E que bom que estava...

 

Para pratos principais:

 

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Salmonete, caldeirada, xerém, salicórnia - Cores lindas e sabores incríveis. 

 

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Lombo de tamboril, flor de courgette, caril verde, leite de coco, camarão da costa. Um dos pratos que mais queria provar e que não desiludiu. Bem pelo contrário. Texturas diferentes e combinações de sabores e intensidades em plena harmonia.

 

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Para sobremesa, resisti a não escolher a "bomba" e optei pela sobremesa do menu "Costa a costa" - Mar e citrinos. Pelo nome, tive algum receio que me acontecesse o mesmo que aconteceu no LOCO, mas estava bem enganado. Apesar dos nomes e ingredientes, esta é uma verdadeira sobremesa e é deliciosa. 

 

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Já a minha mulher escolheu "Manga, maracujá, coco e sésamo preto". Excelente!

 

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Para terminar, as mignardises:

Profiterole de Alcaçuz 

Pastel de nata (perfeito!)

Trufa de chocolate

 

Notas finais:

O serviço está cada vez melhor. Mais empregados, maior cuidado ainda no serviço, e óptimo tempo de espera ao longo da refeição. Com exceção da sobremesa, que demorou muito tempo a ser servida, em comparação com o resto do menu. Mas Henrique Sá Pessoa está no bom caminho no que toca ao serviço.

 

A apresentação de todos os pratos é maravilhosa. É costume dizer-se que também se come com os olhos, e no Alma ninguém sai desiludido com a beleza dos pratos.

 

Por fim, reitero aquilo que já aqui afirmei. Se o Alma não receber a sua primeira estrela este ano, será uma tremenda injustiça. Seja como for, para nós o Alma já tem uma estrela, e daquelas bem brilhantes.

 

Mais uma vez, muitos parabéns pelo excelente trabalho e obrigado por toda a atenção e simpatia.

Ausências no blog

Há algum tempo que o Só entre nós tem sofrido de um problema comum a muitos blogs. A ausência de posts frequentes. As razões são muitas, que serão aprofundadas brevemente, mas quem nos segue no Instagram já sabe uma parte. 

 

É que para além de um trabalho "novo", todo o excesso de trabalho que ele implica, as férias que passámos em junho e um filho que "consome" praticamente todo o tempo, estamos na fase final de uma mudança de casa. E mudar de casa e continuar a trabalhar todos os dias é, só entre nós, uma verdadeira loucura. Todo o tempo livre é passado a empacotar, guardar, deitar fora, desempacotar, voltar a arrumar tudo, procurar móveis novos, passar horas de almoço e fins de semana em lojas...

 

Enfim, é natural que reste pouco tempo para o blog. No entanto, brevemente conto devolver ao blog a sua normalidade. São muitas as críticas em falta a restaurantes, posts sobre Nova Iorque, fotografias do dia a dia... mas tudo voltará ao normal. Esta semana já sairá a crítica a um restaurante que, novamente, voltou a surpreender na passada sexta feira com uma refeição perfeita.

 

Obrigado pela paciência e boas férias para quem estiver de férias.

Porque é que os recém-nascidos na Finlândia dormem em berços de cartão?

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Porque é que os recém-nascidos na Finlândia dormem em berços de cartão?

 

Por Eli Rosenberg

06 de julho de 2016

Tradução da minha autoria

Original aqui

 

À primeira vista, parece um lugar estranho para deitar um bebé: pouca roupa de cama e um mini saco de dormir dentro de uma caixa de cartão.

 

Ainda assim, é este o primeiro lugar onde muitos bebés Finlandeses deitam as suas cabecinhas. E acredita-se que este simples berço é responsável por a Finlândia ter atualmente uma das mais baixas taxas de mortalidade infantil no mundo - 2,52 a cada 1000 nascimentos, menos de metade da taxa nos Estados Unidos da América.

 

Na Finlândia todas as futuras mães recebem uma "caixa bebé", mas existe uma condição. Para receber essa caixa, as futuras mães têm de fazer exames médicos durante os primeiros quatro meses de gravidez.

 

Todos os anos o Governo dá aproximadamente 40.000 caixas que trazem roupa de cama e cerca de outros 50 produtos para bebé, incluindo roupas, meias, um casaco quente e até um gorro para suportar o gelado frio nórdico. (As futuras mães que não precisarem de todos estes produtos podem optar por receber €140,00).

 

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O pacote de produtos que vem dentro da caixa contem roupa de verão e inverno, fraldas, brinquedos, um termómetro e outros produtos úteis para o primeiro ano de vida do bebé.

 

Este programa começou no final dos anos 30, quando cerca de 1 em cada 10 bebés morria na Finlândia durante o seu primeiro ano de vida. As caixas eram uma forma barata de encorajar as mulheres a pôr de lado os velhos hábitos e consultarem um médico durante a gravidez. Por outro lado, as caixas também serviam como um lugar seguro fora da cama dos pais para os bebés dormirem, em casas onde apenas havia mobiliário rudimentar.

 

A Finlândia também oferece uma considerável proteção para os pais dos bebés: mais de 10 meses de licença paga e a garantia de que quem quer que fique em casa com o bebé poderá regressar ao seu trabalho quando quiser até o filho fazer 3 anos. 

 

Existem esforços para alargar a ideia da "caixa bebé" a um público maior. Recentemente um hospital em Londres começou a dar as caixas ainda numa fase de teste. No Minnesota, uma organização sem fins lucrativos distribuiu as caixas por famílias carenciadas, motivando o debate entre as entidades estatais. Um estudante de Harvard criou uma organização para distribuir caixas semelhantes no Sul da Ásia.

 

"Quando sais do país, apercebes-te que, "wow", nem todos os países têm uma "caixa bebé", disse Sanna Kangasharju, que trabalha na Embaixada da Finlândia em Washington.

 

"É um sistema muito eficiente".

Jogas Pokémon Go? Vem salvar-me!

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Os rebeldes do Exército Livre da Síria arranjaram uma nova forma de chamar a atenção para a guerra civil na Síria, pedindo a todos aqueles que jogam Pokémon Go para dar mais atenção às crianças Sírias, que tanto sofrem, do que aos Pokémon.

 

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"Vem salvar-me!", pedem as crianças nos cartazes que seguram. 

 

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250.000 crianças sofrem maus tratos na Síria e desde 2004 já foram mortas 4.200 crianças.

 

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A ideia é incentivar o mundo ocidental a ir salvar crianças sírias, em vez de Pokémons. Já explicámos no blog como ajudar as crianças Sírias, e nunca é demais fazer mais um apelo. Saibam mais aqui.

 

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Notícia daqui.

Pizzeria ZeroZero, em Lisboa

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A convite do Grupo Multifood fomos conhecer a Pizzeria ZeroZero, uma das mais recentes pizzarias de Lisboa, que promete levar a pizza a um outro nível graças à escolha criteriosa dos produtos utilizados, provenientes, na sua maioria, da região de Véneto, com Denominação de Origem Protegida ou Indicação Geográfica Protegida, como acontece no caso dos queijos, enchidos, vinhos e proseccos.

 

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A juntar à excelente qualidade dos ingredientes, as pizzas seguem técnicas tradicionais na sua confeção, estando o maior "segredo" na massa - a massa das pizzas é feita através de uma mistura de farinha 00 (importada de Itália e que dá o nome à pizzaria) e outras farinhas de moagem lenta em pedra, sofrendo uma pré-fermentação de 14 horas à temperatura controlada de 21ºc, seguida de uma maturação de no mínimo 48 horas do empasto à temperatura de 4ºc. O resultado final é muito agradável, com uma pizza fina e crocante.

 

Presidente Marcelo, arrotos e Pokémons

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Depois do Presidente Marcelo ter condecorado os jogadores da seleção de futebol portuguesa, seguiram-se os campeões no atletismo e agora os campeões no hóquei.

 

E independentemente de fazer ou não sentido estar a condecorar os nossos atletas que conquistam algo a nível internacional, faz todo o sentido que o Presidente passe a condecorar todos os atletas. Se condecora os futebolistas, também tem de condecorar os outros.

 

Mesmo que para isso o Presidente tenha de deixar todos os seus afazeres para passar a dedicar-se exclusivamente à entrega de medalhas. Presumo que não tenha sido para isso que foi eleito e quem votou nele (não foi o meu caso) devia querer que ele fizesse mais alguma coisa. Mas enfim, haja prioridades!

 

Há é um problema. É que aberta a caixa de Pandora, o Presidente Marcelo vai ter de condecorar todos os nossos atletas. E em todos os desportos!

 

Por exemplo, um miúdo que ganhe as olimpíadas de matemática, como acontece tantas vezes, não poderá deixar de ser condecorado.

 

O mesmo deverá suceder com o vencedor do campeonato mundial de arrotos, que de certeza irá presentear o nosso Presidente com o seu arroto vencedor.

 

Ou com o vencedor do campeonato de mais cachorros quentes comidos em cinco minutos.

 

Ou com um eventual vencedor português de um campeonato internacional de Pokémon Go. Aquele que apanhar mais Pokémons terá necessariamente de ser condecorado. E se conseguir apanhar algum nos jardins do Palácio de Belém, ainda deverá receber uma condecoração extra.

 

E o Presidente não poderá ignorar eventuais portugueses vencedores dos seguintes campeonatos (todos verdadeiros):
Pedra, papel e tesoura
Mergulho na lama
Passar a ferro
Pólo com elefantes
Carregamento de esposas
Homem vs cavalo
Hóquei subaquático
Luta livre com óleo
Perseguição com queijo
Boxe xadrez

 

Espera-se que o Presidente dê entretanto instruções para contratar dezenas de pessoas para começar já a fazer várias fornadas de medalhas. É que ele não terá mãos a medir...

 

Mas no fim o nosso Presidente Marcelo será também condecorado. E bem merece! É que dificilmente haverá alguém que atribua tantas medalhas. E essa sim é uma razão para ser condecorado!

 

Chefs refugiados e um sabor a casa

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Versão original do New York Times,

Por Alissa J. Rubin

Tradução da minha autoria

Artigo de 5 de julho de 2016

Ver original aqui.

  

Chefs franceses e refugiados juntam-se num invulgar festival gastronómico em Paris.

 

PARIS - Os clientes deste bistrô na margem esquerda do Sena olham admirados para os pratos inesperados que surgem no menu num evento recente: puré de lentilhas laranjas, kebbeh e espinafres; cavala marinada com pimentos doces e tahini; codornizes servidas com freekeh, um grão encontrado no Mediterrâneo oriental.

 

Tudo muito diferente do servido habitualmente no L'Ami Jean, um bistrô tradicional francês, cujo efusivo Chef e proprietário, Stéphane Jégo, é conhecido pela sua interpretação da cozinha Basca.

 

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 Um dos pratos servidos no L'Ami Jean

Mas se naquela noite os clientes tivessem espreitado para a cozinha, teriam visto dois Chefs a preparar dois pratos: Jégo e Mohammad El Khaldy, um Sírio que trabalhou durante 20 anos como cozinheiro na sua cidade natal de Damasco até ser forçado a fugir por causa dos bombardeamentos. 

 

 

Recordando Nice, com lágrimas nos olhos

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*** Post publicado a 04/11/2015 ***
 
Nice nunca esteve nos meus planos de viagem. Como nunca tinha ouvido ninguém a elogiar ou criticar a cidade, nunca pensei em visitá-la. No entanto, e por motivos profissionais, acabei por lá ir uns dias e não foi preciso muito para ficar rendido à sua beleza.

 

 

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Toda a Promenade des Anglais é maravilhosa, com destaque para a arquitetura tão cuidada dos prédios, com vista para o mar, e para a extensa e limpa praia, já considerada como uma das melhores praias de cidade do mundo.
 

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Mas não é só a Promenade que justifica uma visita à cidade.
 

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Vieille Ville - Zona antiga da cidade com ruas sinuosas, mercados de rua e lojas de antiguidades. Não faltam também restaurantes e cafés com boa comida, pequenas praças históricas e igrejas. Para visitar os mercados, onde poderão encontrar todo o tipo de recordações de Nice e da Provença, é aconselhável ir logo pela manhã, quando há menos turistas.
 

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Parc du Château - Pulmão verde da cidade, de onde se conseguem as melhores vistas. Tanto para o centro da cidade, como para a Promenade des Anglais, praia ou para a bonita marina. Vale a pena subir a pé, conhecer os diversos miradouros e cascata, e depois aproveitar o elevador para descer.
 

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Place Masséna - Praça perto da Vieille Ville, onde começa a Avenue Jean Médecin e onde se encontram algumas das melhores, e mais caras, lojas.
 

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Avenue Jean Médecin - Uma das principais avenidas da cidade, repleta de lojas e locais turísticos.
 

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Basílica Notre-Dame de Nice - antiga e linda por fora e por dentro. Sem dúvida, um bom local para descansar e meditar.
 

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Nice apresentou-se como uma cidade tranquila, bonita, bem cuidada, limpa, cheia de vida e história. Bastam dois dias para conhecer bem a cidade, mas justificam-se mais uns dias para poder desfrutar de toda a sua beleza.
 

Previsões para o Guia Michelin 2017

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No seguimento do anúncio da data de 23 de novembro para a divulgação do Guia Michelin 2017 Portugal e Espanha, muitos são aqueles que têm feito as suas previsões. Como tal, deixo aqui as minhas previsões (bastante otimistas) para o Guia Michelin 2017, tendo sempre por base as minhas experiências:

 

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3 estrelas

Portugal continua a não ter um restaurante 3 estrelas e, para mim, isso só acontece porque é Portugal- o "patinho feio" do guia. Porém, a verdade é que com o passar dos anos e com a consequente evolução gastronómica (bastante positiva) em Portugal, dificilmente poderemos continuar a ser um "patinho feio". Há limites para tudo e julgo que não deveremos ter de aguardar muito para a tão esperada terceira estrela.

 

Como é evidente, o campeonato para a terceira estrela resume-se aos atuais 2 estrelas: Belcanto, Ocean e Vila Joya. Como nunca fui ao Ocean, não me posso pronunciar, mas pelo que consta tem tudo para conseguir, finalmente, a terceira. Este ano ou no próximo.

 

Relativamente ao Vila Joya, estive lá em 2014 e, apesar dos trambolhões nos 50 World Best, penso que nem perderá a segunda estrela nem conseguirá a terceira.

 

Quanto ao Belcanto, aposto na conquista da terceira estrela. Os prémios não o largam, foram feitas obras recentes (tendo em vista a terceira estrela) e a qualidade apresentada é de um 3 estrelas (em comparação com outros 3 estrelas internacionais). A questão de ainda ser cedo para mim não faz sentido, pois a segunda estrela foi alcançada no guia de 2015 e dificilmente se poderá continuar a justificar a falta da terceira estrela.

 

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2 estrelas

Mantendo-se o Vila Joya com 2 estrelas (e eventualmente o Ocean e o Belcanto com 3, se bem que acho impossível que o "poupado" guia atribua logo duas 3 estrelas num só ano, pelo que aposto apenas no Belcanto), considero que existem dois fortes candidatos à desejada segunda estrela. O Feitoria e o The Yeatman. Nem um nem outro são restaurantes de 1 estrela. E tenho a certeza que se estes dois restaurantes fossem espanhóis já tinham a segunda estrela. Nem dá para entender como é que estes dois restaurantes só têm uma estrela, em comparação com os outros estrelados portugueses.

 

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1 estrela

No campeonato de restaurantes com 1 estrela, e escrevendo apenas sobre os que conheço, considero que o Largo do Paço e o Eleven manterão a estrela (sendo que o Eleven está mais perto de uma eventual segunda). O mesmo deverá acontecer com a Fortaleza do Guincho, apesar de todas as mudanças que ocorreram (Chef, pratos, conceito...).

 

Para novos 1 estrela, aposto no Alma, LOCO, Ferrugem e Esporão. Mais uma vez, são restaurantes que se fossem espanhóis já tinham a estrela. Se o Alma e o LOCO não receberem a sua primeira estrela já este ano, será uma enorme injustiça. Mais uma vez, não interessa se abriram recentemente ou não, pois não faltam restaurantes estrangeiros que conseguem logo a estrela assim que abrem.

 

Igualmente injusto seria a não atribuição da estrela ao Ferrugem e Esporão, se bem que se tiver de ter em conta a "poupança" do Guia, aposto apenas no Alma e LOCO (devido à localização e Chefs).

 

Consta que a Casa de Chá Boa Nova e o LAB também podem alcançar a primeira estrela. Esperemos que sim, mas como não conheço não posso fazer apostas.

 

Quero acreditar que não haverá perdas de estrelas e apesar de ter estado pela última vez no L'And mesmo antes de perder a estrela, não acredito que a recupere este ano.

 

O Guia Michelin Portugal 2017 ficaria então assim:

 

3 estrelas:

Belcanto (análise aqui)

 

2 estrelas:

Vila Joya (análise aqui)

Ocean

Feitoria (análise aqui)

The Yeatman (análise aqui)

 

1 estrela:

Alma (análise aqui)

LOCO (análise aqui)

Largo do Paço (análise aqui)

Eleven (análise aqui)

Fortaleza do Guincho (análise aqui)

Henrique Leis

Il Gallo d'Oro

Pedro Lemos

São Gabriel

Willie's

Bon Bon

Herdade do Esporão (análise aqui)

Ferrugem (análise aqui)

A perfeição no restaurante LOCO

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O restaurante LOCO do Chef Alexandre Silva estava na minha lista de restaurantes a não perder desde o dia em que ouvi falar nele pela primeira vez, bem antes da sua abertura. Primeiro, porque era um projeto do Chef Alexandre Silva, o que só por si já motivaria uma visita, e segundo pela ousadia que o LOCO apresentaria em Lisboa.